sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O nosso Natal



O nosso Natal foi bom, apesar de ficar sempre com a sensação que passou depressa demais. Acho que uma semaninha de férias nesta altura teria sido o ideal, para saborearmos melhor a coisa, mas não pôde ser. Temos pena.
Já foi muio bom termos a família toda à mesa, com muita saúde, boa comida (as rabanadas estavam deliciosas!) e ainda a boa nova de mais um priminho -ou priminha!- que dentro de meses se juntará a nós. 
Mas a maior alegria de todas foi ter a minha mãe, como sempre a tive nestes dias, com força e saúde, a comandar as tropas na cozinha (ninguém sabe fazer uma açorda de polvo assim), a preparar tudo para nos sentirmos acolhidos e confortáveis, a cumprir a sua função de ajudante de Pai Natal a que sempre nos habituou, de barrete enfiado, na distribuição dos presentes. Quando há uns tempos atrás a vi tão doente, cheguei a pensar neste Natal, em como ia ser. E graças a Deus foi um Natal feliz, igual a todos os outros que temos tido. 
Graças a Deus e a ela, que é uma lutadora. 















quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A malta do Sul

come fatias douradas no Natal. Soube-o agora. Deduzo que seja uma fatia de pão gourmet, polvilhada de canela, com um leve fio de calda de açucar só mesmo para enfeitar o prato (credo! córrore que esse açucar engorda tanto!). Tão chique que é.

Nós, os de cá de cima, comemos rabanadas. Bem encharcadinhas, que é como elas sabem bem.
  
E é por estas e por outras que nunca me dei a viver longe deste calor nortenho. É que até nestas pequeninas coisas somos mais esquentorados. E como eu gosto de calor.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Acho que vou levar uma almofada para aproveitar a hora de almoço

Esperam-me 11 horas de trabalho pela frente. Logo hoje, que tenho o meu cérebro comido pelo sono. O raio do miúdo lembrou-se de acordar às 2h30, e de só voltar a adormecer já depois das 6h. Só me apetece disparar um relambório de palavrões uns a seguir aos outros. Estou com uma telha tão grande, que até eu me estou a sentir insuportável. Por isso imagino os outros, que vão ter de levar comigo todo o dia. 

Azar. 
Também eu já lhes aturei muita coisa.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Conversas pela manhã

- Joããããããããããooooo anda vestir o casaaaaaaacoooooo!!

- Já voooooooooouuuuu!! 
(mas continuou sem sair do lugar. Começa cedo com os "já vou")



Mais tarde, enquanto lhe vestia o casaco:

- Mamã, onde vamos?
- Vamos à escolinha.
- Não vamos à escolinha mamã!
Vamos à foz!! passear no paquico!!

Para ele, não devia haver semana e fins-de-semana. Os dias eram muito mais divertidos se fossem todos de passeio e brincadeiras, a toda a hora. Aprendeu a pedalar no paquico (triciclo). Experimentou a liberdade que isso lhe dá. E como eu adoro vê-lo crescer feliz...




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Parece muito mal ir lá bater à porta??

Os meus vizinhos de cima têm um bebé com 8 meses. Todas as santas noites por esta hora, aquela alma berra como se não houvesse amanhã. Começa a chorar uns 5 minutos depois de eu ir adormecer a minha cria. Resultado: em vez de eu demorar 10 minutos a adormecer o meu, fico à mercê da choradeira do de cima, pois o de baixo só dorme quando o outro se cala. 
Todas as santas noites o miúdo chora durante meia hora. Depois passa à fase dos berros e gritos durante outra meia hora, e até o ouço a tossir-se todo. Mesmo com os bons isolamentos do prédio onde vivo, a gritaria parece que está ali no quarto ao lado. 
Não creio que sejam cólicas aos 8 meses, não me parece. Quero acreditar que é só um bebé chorão e que eles tiveram azar, enquanto rezo para não me calhar um destes na próxima rifa. Mas, cá entre nós, parece-me mais que é só um filho daqueles pais que acham que não se pode dar colo, nem mimo, nem cantorias, que eles-têm-mais-é-de-aprender-a-adormecer-sozinhos-deixa-o-lá-gritar-1-horita-sozinho-no-quarto-e-anda-mazé-ver-filmes-pró-sofá. Sinceramente, parece-me mais isso. Pelo menos consigo ouvir, no outro extremo da casa, os passos calmos da mãe da criancinha, que insiste em andar de saltos altos até à hora de se deitar.

Eu cá não sou de grandes paciências. Ao fim de quase uma hora a ver se o meu adormecia, e já cega de nervos, meti-o debaixo do braço e trouxe-o para a nossa cama. Agora dorme como um anjo. O meu e o de cima. Eu é que, nos entretantos, já despertei completamente, com a carrada de nervos que se me entranharam por mim acima.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Marido:

Da próxima vez que resolveres pôr uma lasca de gengibre na comida, lembra-te que isso só serve para dar sabor - NÃO É COMESTÍVEL. 

(Acabei de o mastigar a pensar que era um pedaço de frango.Estou que nem posso...)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Coisas parvas que deixam o meu marido feliz:

Dar-se ao trabalho de me enviar a seguinte mensagem para o telemóvel:

"A minha tia E. diz que o João é igualzinho a mim. Até a subir escadas."



As coisas que eles vão buscar só para encontrar parecenças onde elas não existem......

domingo, 17 de novembro de 2013

Dietas loucas? Corridinhas? Nãããããã...

Uma pessoa vem aqui aos blogues para passar um bocadinho o tempo à procura de ler coisas interessantes. Mas depois abre um, e outro e mais outro blogue da lista e é quase tudo a falar no mesmo. 5km de corrida para aqui. 7km de corrida para ali. E vem um e diz que tem um personal trainer. Depois vem outro e diz que se virou para a dieta vegetariana. Boooooooring.... Siga a abrir mais meia dúzia de blogues a ver se dali sai mais qualquer coisinha que se leia. Mas depois leva-se com mais outros tantos que andam a fazer a dieta da Ágata. 
Arre! Será que sou eu que estou a ficar velha? É que este assunto dá-me sono. Aborrece-me de tão monótono que é ver tudo a fazer o mesmo. Nada contra vós, a sério que não! Aliás, ide lá à vossa vontade mexer essas regueifas bem mexidas e emagrecer não sei quantos pares de quilos num mês. Mas, sei lá, falai de vez em quando noutras coisas, para a gente se entreter nas leituras, que isto assim é de um tédio que dói. Eu até era menina para vos acompanhar, e alinhava numa dietinha soft e numas corridinhas, mas eu gosto muito da bela da jantarada com amigos, e bem regadinha de preferência. A sério, compreendei-me: a minha vida social é muito preenchida e não mo permite...puf!
 
E agora vou só ali deitar-me a fazer a digestão da francesinha que hoje trouxe no bucho.



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Tempos idos

Estes dias invernosos lembram-me as sestas que eu fazia, há um par de anos atrás, enrolada numa manta e agarrada ao meu bolachinha. Os meses de licença de maternidade, podem ser complicados nos primeiros tempos, podem ser rotineiros, cansativos. Podem até ser solitários. Mas eu cá guardo deles boas recordações. A nossa sesta a dois a seguir ao almoço é uma delas. Era sagradinha. E caía que nem ginja agora.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Fim de férias


Levantei-me as 7h30.
Tomei banho.
Preparei o pequeno almoço.
Arrumei a loiça da máquina.
Estendi uma máquina de roupa. 
Não fiz as camas.
Deixei tudo desarrumado: quartos, casas de banho e restantes compartimentos da casa. 
Arranjei o João.
Levei-o à escola.
Não levei o marido-AINDA-lesionado ao escritório porque ele me poupou esta parte e resolveu ficar a trabalhar em casa.
Entrei em depressão pós-férias, as usually, e enfardei um Big Mac ao almoço com batatas fritas e molho de maionese e salsa. Acompanhei o manjar com uma garrafinha de água, para o peso na consciência não ser assim tão grande. 
Também não pedi sunday.
A tarde foi-se passando, mas ao fim da tarde deu-me outra vez para a depressão e fui à loja ao lado comprar uma lata de amendoins com mel. 
Depois (só depois!) de me ter literalmente lambusado com eles, jurei que não comia mais nada até me deitar.
Saí do trabalho às 21h00.
Fui buscar o João aos avós.
Chegámos a casa à hora de o enfiar na cama.
Já não brincámos com carrinhos nem com garagens feitas de livros.
Deu-me outra vez para a depressão, mas não vacilei.
Fui ler-lhe uma história.
Adormeci-o ao colo. Soube-me bem.
Dei graças a Deus por não ter este horário estúpido todos os dias.
Fechei os olhos à desarrumação e fui enroscar-me no marido-AINDA-lesionado, alapado no sofá.


Juro que não aspiro ser rica. Mas dava tudo para trabalhar só metade do meu dia, e poder dedicar a eles e a mim a outra metade do meu tempo. 

É que tenho a certeza que viveríamos ainda mais felizes para sempre.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Diz que estou de férias...


Levantei-me as 7h30.
Tomei banho.
Preparei o pequeno almoço.
Arranjei o João.
Levei-o à escola.
Levei o marido-AINDA-lesionado ao escritório.
Fui ao supermercado.
Arrumei as compras. 
Fiz as camas.
Arrumei os quartos.
E as casas de banho.
Arrumei a loiça da máquina.
Estendi uma máquina de roupa. 
Fiz o almoço.
Andei em separação de roupas de Verão e de Inverno.
Fui buscar o João à escola.
Levei-o ao café e comemos uma torrada.
Fomos buscar o marido-AINDA-lesionado ao trabalho.
Viemos todos para casa.
Fizemos um bolo. 
Dei banho ao João.
Fiz o jantar. 
Arrumei a cozinha.
Pus outra máquina de roupa a lavar.
Brincámos com carrinhos e com garagens feitas de livros.
Li-lhe uma história.
Adormeci-o.
Passei umas roupas a ferro que iam ser precisas amanhã.
Atirei com o cesto das meias para o marido-AINDA-lesionado dobrar alapado no sofá.
Fui tomar um banho, de água a ferver.
Agora vou-me deitar, que já não posso mais.

Receita para hoje

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O meu marido foi jogar futebol.


E mandou-me agora uma mensagem para o telemóvel:
Não te preocupes. Mas acho que parti o pé.

Estão agora a vir trazê-lo a casa. É que só me faltava mais esta. Tem dias em que quase parece que sou mãe de dois. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Banda sonora da hora do banho


- Avééééé, avééééé, avé Maria ...

- tão linda essa música João! Quem te ensinou?

- Foi a Carolina, na escolinha!



Não sei quem é a Carolina, mas que o miúdo fica com cara de anjinho a cantar o Avé Maria, lá isso fica...

Gosto muito

de cafés com grandes janelas em dias de chuva.



domingo, 13 de outubro de 2013

A relatividade das coisas

Ontem foi sábado, mas eu trabalhei. Estive aqui enfiada até as 21h00, o que foi uma grande porra porque fui obrigada a faltar à estreia do meu bolachinha nas aulas de natação. Não que não confie nos cuidados do meu marido, nada disso, muito pelo contrário. Tenho a certeza que ele esteve tão bem entregue como se tivesse ido comigo. Mas custa-me horrores falhar momentos destes. ( a culpa, sempre a culpa...)
Ele andou lá, feliz da vida, portou-se como um menino crescido e até pediu para ir fazer xixi a meio da aula. Claro que ainda deu o seu espectáculo, alto e bom som, para o conseguirem arrancar da piscina... Dramático como é, imaginei-o logo a fazer-se escorregar dos braços do pai, a chorar lágrimas gordas, a espernear-se todo ranhoso, com os outros papás a olhar para ele com ar de credo-córrore-o-que-é-isto-se-fosses-meu-filho-ias-ver-como-elas-doem... Mas como já dizia a outra, isso agora não interessa nada. 
Adiante.
Como eu ia dizendo, ontem foi sábado e eu trabalhei. E hoje é domingo, o habitual dia da família, e eu em vez de estar com a minha, estou aqui outra vez, a dar no duro até às 19h. 
Conclui-se, portantos, que foi um fim-de-semana de treta, com dois dias muito mal aproveitadinhos. Em qualquer outra altura da minha humilde vidinha, isso era coisa para me fazer andar aqui com os azeites e de trombas para toda a gente. Mas desta vez, o meu fim de semana da treta começou com uma notícia muito feliz, que fez vir ao de cima a boa disposição e ai de quem a ousasse perturbar. A minha mãe está curada. Livrou-se do bicho mau. E a recuperação da cirurgia não podia estar a correr melhor. Descobri que a minha mãe é mais forte do que pensava. E fiquei feliz, orgulhosa dela, e em paz, aliviada por tudo ter acabado da melhor maneira.
Obrigada a todos pelo vosso carinho.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Erros de palmatória

Há por aí muita gente a escrever muito mal português. Às vezes são erros de se deitar as mãos à cabeça! Farto-me de ver palavras mal escritas, em livros, jornais, revistas, blogues... 
Mas acho mais incrível quando isso acontece em livros e jornais, vistos e revistos, por várias pessoas, jornalistas, escritores, editores...

Hoje deparei-me com isto. E até fiquei a pensar: será que há aqui um segundo sentido nesta frase, e as minhas poucas horas de sono desta noite não me estão a deixar perceber a mensagem??
Mas não. Não me parece. É só mais um pontapé na gramática. E este, em letras gigantes.



A sério que fico mesmo perplexa com coisas destas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Época do desfralde encerrada

O miúdo sai mesmo à mãezinha dele: é um despacho. Não gosta cá de andar muito tempo a mastigar o mesmo assunto. Em três tempos deixou-me as fraldas. E eu que estava até preparada para que demorasse uma eternidade (ele não parava 5 segundos sossegado no pote e toda a gente me dizia que os rapazes são mais difíceis para estas coisas), afinal levei com esta bela surpresa. Maravilha! É uma leveza (na carteira e no dia-a-dia). Já anda há um mês sem fraldas, mais coisa menos coisa. E assim que deixou de as usar durante o dia, começou tambem a acordar durante a noite para fazer xixi. Esta parte é que foi uma valente seca. Já não estava habituada a ser acordada a meio da noite... Mas depois lembrei-me de o pediatra dele me ter dito que o biberão da noite já não era necessário (apesar de poder continuar a dar-lhe, se isso o consolasse e ajudasse a dormir melhor), e comecei a dar-lhe só metade do biberão. Pimbas! Remédio santo. 
Voltamos às boas noites, e com direito a fraldas sempre sequinhas.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Do mal, o menos.

Dizem que depois da tempestade vem a bonança. Nós queremos acreditar que sim.
As coisas começam agora a compor-se.
Anteontem a minha mãe foi operada, e todos respiramos um bocadinho mais de alívio porque correu tudo bem. Do mal, o menos.
Deitei-me exausta, mal podia com a gata pelo rabo. Foram dias e dias a acumular stresses e ansiedades.
Mas ontem vi-a sorridente. 
E hoje sinto-me mais leve, e com esperanças renovadas. 




segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Então e a adaptação à nova escola, correu bem?

Correu tão bem que agora as viagens de carro são a ouvi-lo cantar  o "Bom dia, Jesus".

Ah! E ontem:
"Mamããããã!!! 'Tá ali o Jesus!!!"

Mas era uma estátua do Marquês de Pombal. 


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

2 anos


Já se passaram 2 anos. E sim, para mim o tempo voou. Todos os dias sinto que o tempo passa muito depressa por nós. Todos os dias desejo ter mais tempo para saborear nas calmas os nossos momentos. Nestes dois anos, nem sempre me deitei tranquila, achando que lhe dei todo o amor que ele precisava. Às vezes ainda perco o sono a pensar nisso. Mas cá dentro, bem lá no fundo, eu sei, e sinto, e vejo, que ele é um miúdo feliz. E isso lá me vai sossegando.
O João anda sempre bem-disposto e sorridente. Parece que está sempre tudo na maior para ele. 
Adora correr, gosta da liberdade que isso lhe dá. Vejo-o feliz nessas corridas. Vejo-o feliz a brincar com tachos e panelas e a fazer de conta que me está a ajudar a preparar o jantar. Vejo-o feliz a brincar com os pneus que há no recreio da escola nova. A comer gelatina. A brincar com os avós e com a madrinha.
Vejo-o feliz quando chego do trabalho. Às vezes sinto-lhe o coração a bater quando corre para me abraçar. Pego-lhe ao colo, aperto-o, cheiro-o, dou-lhe muitos beijos. E ouço-lhe sempre um suspiro, um suspiro de alívio  por me ter de volta. Quando amamos muito, temos muito medo de perder esse amor. O suspiro dele denuncia isso. 
Mas com o tempo ele aprenderá que nunca me vai perder. Que eu vou sempre voltar para ele. Todos os dias. Todas as vezes que ele sentir saudades. Ou medos. Ou tiver alegrias para partilhar. 
Vai descobrir que a nossa família é o seu porto de abrigo. O maior aconchego de todos. O melhor lugar do mundo.







sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Foi um dia longo, este...

O regresso ao trabalho após as férias é um processo que me mexe com os nervos. Estes primeiros dias são para mim sempre muito longos e deprimentes. 
Mas hoje, foi muito pior.

Sabia que hoje o dia ia ser de emoções. Só não sabia quais. E quando o telefone tocou, recebi a pior notícia que podia receber. Mesmo sabendo que sempre houve essa hipótese, dei sempre comigo a afastá-la dos meus pensamentos mais negros, talvez com medo do que pudesse e pode vir a seguir.

Hoje foi um dia de merda.

E agora neste meu regresso a casa, embalada pelo metro, fecho os olhos, recuo no tempo e concluo que quase todo o ano foi uma merda. 

E só me apetece chegar a casa. 

E abraçá-los.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mais valia estar quietinha.

Almocei tarde, logo, lanchei muito tarde. Chegou a hora do jantar e não tinha fome, por isso, nada comi.
E agora queria dormir e a fome não me deixava. Vou só ali aquecer uma canequinha de leite magro...
Não satisfeita, resolvo abrir um pacote de bolacha Maria, feita crente. Só para molhar duas ou três bolachinhas aqui. 

Resumindo e concluindo: 
acabo de deitar abaixo mais de meio pacote. Contas feitas, são mais de 500 as calorias que ingeri na pior altura do dia, e que por isso me vão acompanhar agora no meu sono retemperador. Eu sei que há maneiras de ainda as ir gastar, mas há bocado amuamos com qualquer coisa que já não me lembro (mas que eu sei que tinha razão) e por isso não estou para aí virada. Abdominais a esta hora também não é coisa que me apeteça muito. Por isso, azar. Agora já está, cá ficam.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mudar

Foi a nossa opção. Vamos mudá-lo de escola, e assim mantém a mesma educadora.

Pensámos muito. Não foi uma decisão fácil. Pesou muito o facto da nova escola ter também pré-escolar, 1º ciclo e ensino básico, evitando assim (caso tudo corra bem) mais mudanças nos próximos anos. 
Tivemos pena, muita pena de ele deixar a outra escolinha. Era mais pequena, mais familiar, e ele já era muito querido lá. Mas era certo que ali só iria ficar mais 4 anos e depois teríamos obrigatoriamente que o fazer passar por mais uma mudança. Assim, decidimos que já ficam as mudanças todas feitas agora. Achámos também que mudar nesta fase lhe custaria menos, até porque nesta idade eles ainda não têm aquela noção de continuidade. Sabe lá ele que está de férias e que as férias se estão a acabar e que agora vai ter de regressar à escola... Nesta idade ele ainda não tem essa noção, nem tão pouco está à espera de voltar para escola nenhuma...

E por isso decidimos assim, conscientes de que estes primeiros dias possam custar um bocadinho mais, mas também de consciência absolutamente tranquila por ter sido uma decisão tomada apenas e só a pensar no bem estar dele. 
Só o queremos feliz. 

A escola começa amanhã, no meu último dia de férias. Vai lá passar a manhã e eu vou buscá-lo para almoçar e passar a tarde comigo. 
A brincar a brincar, entre as férias com os avós maternos, com os avós paternos e connosco, está há quase dois meses sem ir para a escola. Anda feliz da vida, solto e livre como um passarinho... E é por isso que me está a custar (e bem!!!) "obrigá-lo" a ter que voltar às correrias e ao stress dos nossos dias. Está a custar-me bem mais isso, do que a mudança em si.
Mas é a vida.
E lá terá que ser.

Pelo menos enquanto não me sai o Euromilhões.



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Era bom mas acabou-se

Levamos pouca coisa - uma mala chegou para levar as minhas coisas e as do meu marido (calçado incluído); outra mala mais pequena para as coisas dele. 
Não levei maquilhagem.
Não vi televisão nem li jornais.
Não usei saltos altos, nem para jantar fora. 

E mesmo assim, com muito pouco daquilo a que estamos habituados no resto do ano, fomos muito felizes nestes dias...!














Ainda jogámos no euromilhões e totolotos e raspadinhas, (e mais houvesse mais tínhamos jogado) esperançados em adiar por mais uns dias - ou mais um mês ou dois até - o regresso à base, mas a coisa não se deu. Ao ver as malas de novo no carro, e o meu marido a fazer o check out, passou-me ainda pela cabeça atirar-me para o chão, fazer uma birra e dizer que não queria vir. Mas depois tive um momento de lucidez e lá me lembrei que tenho quase 30 anos e que já não me posso dar a esses xinfrins.

Maneiras que lá voltamos ontem.
 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ele cresceu

No carro:

- Mamã!
- Diz, João.
- Onde vamos?
- Para o Porto, para a nossa casinha.

Dois minutos depois:

- Mamã!
- Diz, João.
- 'tamos a chegar?
- Ainda não.
- Falta um 'cadinho?
- Não, falta um bocadão.
- Oh! Chata!


?!?!?!?!?!


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Música para os meus ouvidos

Chegamos à fase de apontar para tudo o que lhe aparece pelo caminho e desatar a perguntar insistentemente:

- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"


Se não lhe respondo prontamente, segura-me na cara com aquelas duas mãos gordinhas e diz: 

"Mamã! Olha pa mim!!"

E eu derreto logo ali...

E depois, vira o disco, e toca o mesmo. 
A toda a hora, de minuto a minuto, a pergunta repete-se. 
Até já faz eco na minha cabeça. 


Riqueza boa da mãe.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Perder um filho

Ontem, uma amiga grávida de 5 meses, perdeu o bebé. Assim, de repente, e sem que nada o fizesse prever, as águas rebentaram e o bebé não sobreviveu. Assim, do nada, ela passou da fase mais maravilhosa da vida dela para, muito provavelmente, a pior fase de todas as que já teve de enfrentar. E eu não consigo parar de pensar nela. Todo o dia a pensar nisto. No porquê destas partidas do destino. No vazio que se sente. Em como custa encarar depois os outros. As perguntas dos outros. As barrigas das outras grávidas. O medo de nunca conseguir. E depois é aquela solidão que nos consome. É o chão que nos puxa. A tentação de nos deixarmos cair.
E é uma merda isto acontecer a quem tanto quer ter um filho, a quem tanto amor tem para dar.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Mudar ou não mudar?

Andamos num dilema: mudar ou não mudar o nosso filho de escola?

A Educadora dele vai sair. Fizeram-lhe uma proposta de um outro colégio, com maior estabilidade e melhores perspectivas profissionais para o futuro. Ou seja, se ele continuar ali, vai ser com uma educadora nova, e sem garantias de que para o ano e nos anos seguintes  se mantenha lá. 
Eu adoro a Educadora dele. É muito meiga e carinhosa, sem ser aquele género totó e cismadinha e alarmista. É muito alegre, bem disposta e descontraída. Transmite boas energias. É muito cuidadosa com eles, mas sem ser o género mariquinhas e sem andar sempre "não vás para aí que te magoas, não faças assim que podes cair". E eu gosto muito desta forma de estar dela e de ela lidar com os miúdos, porque se identifica muito com a nossa forma de educar. Irrita-me um bocado quando estamos com outras pessoas (principalmente com os avós) e que estejam constantemente a andar atrás dele com medo que a criança caia e esfole os joelhos. Cair faz parte. Eu cá prefiro que ele caia do que transmitir-lhe constantemente aquele medo de fazer as coisas, de andar livre, só para o proteger dos tombos. Gosto que ele seja destemido, aventureiro e curioso, e que seja ele a descobrir por ele próprio que às vezes também pode cair. Mas que nem sempre é preciso chorar. Raramente me levanto se o vejo cair. Só se vir que se magoou a sério (não sou desnaturada, ok?). E ele também raramente chora quando cai. 
Bem, mas adiante. 
Tudo isto para dizer que a Educadora do João fez um excelente trabalho e que eu acho que, se ele é assim todo despachado e alegre, a ela o devemos também (ao fim e ao cabo, neste último ano, ele deve ter passado tanto tempo com ela como comigo...).
E agora ela vai embora e eu fiquei mesmo triste, a ponto de ponderar mudá-lo para o colégio para onde ela vai. A vantagem de o mudar agora é que já não ia precisar de o mudar aos 6 anos, quando ele passasse para a escola primária, pois este colégio tem também ensino básico e secundário. E depois acho que uma mudança nesta altura talvez fosse menos dolorosa porque ele ia para um sítio diferente mas ia com a mesma educadora. As saudades dos amiguinhos também não iam ser tão difíceis de suportar porque ele só chegou a conviver com eles um ano. Além disso ele é muito sociável, por isso não é isso que me preocupa tanto. O maior dilema é outro e tem a ver com o tipo de educação. 
O colégio onde ele agora anda é mais pequeno, mais familiar, e ele tem muita liberdade lá. Já o colégio para onde vai a educadora, é um colégio grande e de freiras (católico, portanto). 
Eu sou católica. Mas normalmente estes colégios católicos têm educações muito rígidas e são cheios de regras. É óbvio que eu quero que o miúdo seja bem educado e tenha regras. Mas uma coisa é ter regras, outra é viver de regras, de intransigências. E é isso que nós temos medo que possa acontecer com esta mudança. O João é um miúdo tão bem disposto e feliz que me custa sequer pensar que com esta mudança ele possa  perder essa alegria.

Bem sei que pode apenas ser uma ideia errada esta que eu tenho dos colégios católicos. E que não ajuda eu não conhecer ninguém que tenha lá os filhos, ou seja, trocar impressões nem sequer é possível.

Por isso agendamos para segunda-feira uma reunião com a directora pedagógica, para tirarmos dúvidas e conhecermos o método de ensino e as instalações. 
E depois, temos que nos decidir. 
Mas que não está fácil, não está.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Estado de espírito

O meu? Em baixo.
E por isso tenho andado desaparecida.
Algumas preocupações familiares têm-me roubado a boa disposição e a vontade de escrever. 
Aos poucos, tudo se há-de ir compondo, se Deus quiser.

Além disso, ele regressa hoje, qual D. Sebastião. 
Hoje o meu menino volta para a nossa beira. 
E cheira-me que logo, ressacada como estou, e só por causa das coisas, vamos acabar a dormir os três na mesma cama.

 




sábado, 20 de julho de 2013

Habemus tomates!






Bolachinha em férias

A minha riqueza está de férias com os avós e a madrinha desde segunda feira. Foram, como todos os anos, para uma praia que por acaso fica suficientemente perto de mim para poder ir lá ao fim do dia, mas que me parece demasiadamente longe porque ando a morrer de saudades dele.
Assim que lá chego corre eufórico para o meu colo, mas durante o dia pouco pergunta por mim. A cada dia que passa vejo-o mais crescido (e mais gordinho também!), mais despachado (se é que isso é possível...), independente, meigo e tagarela. Ontem apreciava-o a jogar à bola com um primo de 20 anos (que também lá apareceu para passar uns dias) e apercebi-me que ele estava mesmo um rapazinho. Deu um chuto na bola, pôs o dedo esticado no ar e gritou "golo do Pôto!!!!!!" , e começou a correr de costas, para regressar à posição de onde tinha chutado, qual jogador profissional... E pronto, uma mãe delira assim com estas coisas (o que é que querem que eu faça?) e incha de orgulho quase a pontos de explodir. É certo que tenho saudades de lhe dar o biberão à noite no meu colo, daquele cheirinho bom que ele tem, da sua boa disposição matinal, das correrias pela casa e das asneiras dele. Mas tão certo como isso é a alegria que tenho em sabê-lo assim sociável, desenrascado, feliz e bem-disposto com os que são também a sua família.




quinta-feira, 11 de julho de 2013

Hoje é dia de festa!

E vai haver jantarzinho romântico a dois. Uh uh!! 
4 anos de casados.
Que venham muitos mais! 



Amo-te marido. 
Amo a nossa família.
Sou muito feliz convosco.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

terça-feira, 9 de julho de 2013

Há dias...

... que terminam e me deixam com uma sensação enorme de vazio.
Dias em que parece que não fiz nada que me tivesse dado verdadeiramente prazer. Em que chego a casa à hora de o deitar e já só tenho tempo de lhe dar banho. E depois ele chora e grita e esperneia porque não quer. E eu tento convencê-lo a entrar na banheira enquanto stresso com as horas que já são. E ele grita cada vez mais, e eu ralho-lhe. Espalho-lhe o creme e visto-o, enquanto tento acalmá-lo com conversa, mas ele nem me ouve. Reclama e chora porque não quer nada daquilo que lhe estou a fazer. E depois dou-lhe um biberão de leite e ele adormece. E é na escuridão do quarto dele, enquanto o oiço dar à chucha, que choro e que me sinto culpada. É aí que me apercebo de como tive um dia estúpido e inútil. Eu hoje mal vi o meu filho rir. Pensando bem, acho até que ele hoje não estava feliz. E eu nem brinquei com ele. Limitei-me a entrar em modo robot e a dar prioridade a todas estas tarefas. Quando não era nada disto que ele queria de mim. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

?????

Mensagem da vodafone:

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Acho que este calor não anda a fazer lá muito bem a algumas pessoas...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Os luxos.

Já aqui falei várias vezes dos meus anseios por uma vida calma no campo, de como eu gostava de ser destemida o suficiente para largar a vida que aqui tenho, a minha casa, o meu trabalho, e mandar-me para o interior. De preferência para mais perto dos meus pais. Gostava de pegar numa casa com um bom terreno, recuperá-la ao nosso gosto e plantar lá umas coisas. 
O meu ideal de vida era assim mesmo. Viver o dia-a-dia sem correrias, sem sentir o tempo cheio de pressa a escorrer-me por entre os dedos, sem chegar a casa quase à hora de deitar o meu filho.
Não ligo a luxos. Gosto de jantar fora e de ir de férias, mas fora isso, não me lembro assim de nenhuma excentricidade que me fizesse sacrificar momentos em família para a conseguir. 
Este fim-de-semana falou-se no oposto. Em conversas familiares, falou-se de Angola, dos luxos que muitos têm lá e cá. Falou-se dos grandes carros, das grandes casas, das grandes farras, das grandes? vidas que por lá se vivem. Ouvi tudo aquilo sem nada invejar. Não concebo ver o meu marido 3 ou 4 vezes num ano. Não gostava nada que ele deixasse de ir buscar o João à escola. Nem de estar tanto tempo sem ver os meus pais. Não sou capaz de me ver nessa vida em prol de um carro xpto, de um casarão com piscina ou umas férias no Dubai. A não ser por necessidade, se não tivesse mesmo outra escolha. 
Não digas isso, a tendência é esta! - dizem-me convictos. 
Mas por muito que se esforcem, não me convencem. Confesso que por momentos me senti fora do contexto, por pensar tão diferente. Veio-me à cabeça até se não seria eu a estar errada ou desactualizada. Afinal de contas, em vez de seguir a tendência, estava a caminhar para o lado oposto. 
Mas a verdade é que sinto mesmo que a minha família precisa de muito pouca coisa material para ser feliz. 
Os meus luxos são outros. São o tempo em família. O tempo para os afectos, para o silêncio. 
São a calma e os sorrisos deles...
Porque é apenas e só isso que um dia quero levar desta vida. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

E estava tudo muito bom...

Ao fim de quase 6 anos neste trabalho, tive direito - finalmente!! - a um fim de semana prolongado. Três dias de um fim de semana prolongado, que até me pareceram férias...! E realmente é bem verdade: as coisas têm outro sabor e são mais preciosas quando se tornam raras.

Foram três dias passados em família, no campo. Três dias a tomar pequenos-almoços calmamente ao ar livre. A ler. A costurar. A conversar. A apanhar sol. 
Três dias de almoços demorados. De sestas silenciosas. De risos e brincadeiras do meu bolachinha com os primos - tão feliz que ele andou!! Correu, jogou à bola e regou os jardins. Andou de triciclo e comeu batatas fritas. Jogou matrecos. Andou na horta com o pai. Viu vaquinhas e memés e tatôres carregados de feno. Sujou-se como nunca. Esmurrou os joelhos. Uma e outra vez. Viu a super-lua. Deitou-se sempre já perto da meia noite, exausto de tanta brincadeira.
Portou-se sempre bem. 









Ontem, já ao final do dia, regressamos ao Porto, renovados, de coração cheio, felizes. 




Pudéssemos nós, e voltávamos para lá já hoje.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

É por isso que o mundo não tomba...

Enquanto viajo de metro, ouço uma conversa entre duas mulheres, ambas novas, na casa dos 30 e tal, 40 anos, que estavam sentadas atrás de mim. Falavam alto, excitadas pelo reencontro, suponho, e foi impossível não as ouvir.

Ora então que uma delas se queixava que o tempo não lhe dava para nada, que chega a casa todos os dias às 17h30 - tardíssimo portanto! - e que não consegue sentar-se dois minutos no sofá até ir para a cama. Não sei o que ia ser da vida dela se chegasse a casa quase todos os dias depois das 20h30, como eu.

A outra queixava-se que andava muito stressada e que tinha decido tirar uma semana de férias para ir relaxar para a aldeia onde vivem os pais. Mas que depois, contou ela, ao fim de dois dias de lá estar, se cansou de não ter nada para fazer (não percebo o conceito de férias desta gente...) e de já ter esgotado todos os temas de conversa com as gentes de lá. Maneiras que resolveu, então, vir-se embora porque chegou à conclusão de que é de natureza stressada e que a agitação da cidade lhe fazia falta...

Só eu dava tudo por uma vida mais calma no campo, e fico sempre deprimida de cada vez que se me acabam as férias da aldeia...


domingo, 16 de junho de 2013

Marido na cozinha #7


           Creme de ervilhas com ovo
               escalfado e presunto




             Petiscos de Domingo...


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Habilidade dos 20 meses OU como pôr uma mãe a dar guinchinhos orgulhosos em euforia

Ir espreitar o nosso filho à sala, e ver que ele está a segurar um balão na mão e a cantar sozinho, tão bem, tão perfeitinho: 

o balão do Xoão, sobe sobe pêo ar!!



Ai meu Deus, meu Deus, que eu não sei se o meu coração aguentará todas as emoções como esta que ainda me esperam!!... 
É bom demais...


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um beijo à minha mãe





Um beijo enorme à minha mãe, que eu adoro, e que faz anos hoje. 54 anos.

Parabéns mãe querida!


O resto do discurso ela já sabe... ;-)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Quando tudo parece acontecer ao mesmo tempo...

Apetece-me desligar. Entrar em modo off.
Tenho a minha mãe doente e a minha irmã a passar por uma fase complicada.
Os meus pensamentos misturam-se e baralham-se, e todos os finais possíveis me vêm à cabeça. É parvo, sei disso. Não estamos perante situações graves. Aparentemente. Mas a minha cabeça é assim mesmo, às vezes pensa demais.
E depois é este tempo. Esta merda deste tempo que me deprime. O abrir a janela de manhã e não ter nem um raio de sol que me faça pelo menos rasgar um sorriso.
E depois também é o estar longe. Longe delas. Longe dos nossos sonhos....
Gostava de acrescentar um ainda longe. E assim, quem sabe, tornar tudo isso possível.



                          Um dia.

                      Quem sabe?

quinta-feira, 6 de junho de 2013

À família do Rodrigo,

 que eu nunca conheci pessoalmente, mas que fui conhecendo por aqui à medida que ia acompanhando a história do menino. 
À família do Rodrigo, com quem nunca falei, mas de quem tantas vezes falei a Deus.
À família do Rodrigo, venho aqui deixar o meu mais sincero e sentido abraço. E desejar-lhes toda a força e coragem do mundo, para que consigam erguer-se de tamanho sofrimento, e sobreviver à perda do seu pequenino. 

(se é que é possível passar a viver-se sem o sorriso de um filho...) 

Um abraço enorme à mãe.