quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

As novas mudanças

Soube há dois dias que ia mudar de local de trabalho. Mantenho-me na mesma empresa, mas vou ter de ir para mais longe de casa. Será para um lugar mais calmo, onde (em princípio!) terei folga domingo sim, domingo não. Confesso que quando me deram a notícia não fiquei nada abalada e senti até algum alívio por sair de onde estou, onde, apesar de quase toda a equipa ser espectacular, me andava a sentir muitas vezes revoltada e asfixiada com tanta injustiça e abusos que via à minha volta.

Entretanto estive de folga ontem e hoje.
Ontem foi um dia super preenchido, andei a mil, e pouco pensei no assunto. Hoje está a ser um dia bem mais calmo e não consegui ainda parar de pensar nas mudanças que me esperam.
Pode até vir a ser melhor, mas hoje, agora, neste momento, só me vêm à ideia as coisas negativas. Vou ter de deixar de ser eu a ir levar o meu bolachinha à escola de manhã. Vou ter de ir e de vir de metro para o trabalho. Vou perder 1 hora por dia em viagens. Vou chegar a casa já depois das 20h30 (na melhor das hipóteses um pouco antes, mas cheira-me que vai ser muito raro). E de repente cai-me a ficha. Meu Deus... vou estar tão pouco tempo com eles durante a semana... só me apetece chorar. Queria enfiar-me na cama e adormecer para não pensar mais nisto. Mas não posso. E se ontem estava optimista, hoje estou apreensiva. Deprimida. Desiludida. Muito mesmo. E só me apetece mandar tudo à merda. Porque na hora da verdade, os sacrifícios, o nosso trabalho, o nosso profissionalismo, tudo isso se evapora e todos se esquecem. E é por isso que tenho cada vez mais a certeza que de pouco ou nada adianta ser-se um bom trabalhador. E nem adianta chatearmo-nos e preocuparmo-nos com as coisas do trabalho.
Porque ao final de um dia, de todos os dias, são só eles que me importam. Eles, os meus dois homens. São eles o meu balão de oxigénio. E nada mais merece o meu tempo, o meu valor, a minha preocupação. E é só pelo medo desta nova mudança implicar eu ter que lhes dedicar ainda menos tempo que estou assim.

Mesmo triste.

Para descontrair!!!



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Um pequeno-grande texto para pais


Não é um texto recente, já o tinha lido em tempos. Mas hoje lembrei-me dele e resolvi publicá-lo.
Já tinha aqui falado neste tema, e porque acho este assunto mesmo muito importante, faço hoje aqui um reforço dele, utilizando as sábias palavras do pediatra do meu bolachinha, que muito admiro.



FALTA ESPAÇO PARA O SONHO




"As crianças portuguesas não são diferentes das crianças do resto do Mundo. Se excluirmos situações específicas e graves que têm a ver com a fome, a doença, a guerra, os maus tratos em geral, um dos grandes problemas da criança dos países mais avançados é a solidão. 
Solidão é aqui tomada como um estado de “abandono” relativo. Levantar às seis da manhã. Lavar. Vestir. Alimentar. Transportar para o infantário. Deitar. Levantar. Comer. Deitar. Comer. Transportar para casa. Comer. Deitar. E tudo isto em situação de stress e de enorme fadiga dos pais e das crianças. Solidão como inexistência de tempo e de disponibilidade para o diálogo, a ternura e o jogo. A criança está tanto mais só quanto os seres humanos vão estando. Solidão e falta de espaço para o sonho.

Hoje, as crianças são “obrigadas” a crescer depressa. Falta-lhes tempo para “inventar”, para aprender fazendo “tolices “. Muito cedo a criança precisa de ter “sucesso” de ser a melhor. Não a melhor a brincar e a criar, mas a melhor na creche, no infantário, na escola. A mais bem-comportada. A que tem melhores notas! Classifica-se a criança pela sua capacidade de ser “igual” aos adultos e não pela sua capacidade de ser só (!) criança.
Muito cedo o adulto força a naturalidade da criança transformando-a num ser automatizado, intolerante, egoísta. Felizmente que nem sempre consegue.

É talvez nas classes média e média alta que a exigência dos Pais se poderá quase tornar numa forma de violência. As razões parecem simples. Nos extremos e por razões inversas, as crianças ou sobrevivem à custa da sua própria imaginação ou vivem com meios que talvez lhes garantam alguma liberdade. Na classe média o objectivo a atingir é sair dela. Aqui a criança corre ainda mais o risco de ser “robotizada”. Tem de ser “alguém” na vida. Desde muito cedo é “educada” para ser igual e se possível melhor que as classes altas. E sobretudo a este nível social que se tornou frequente ouvir “pelos nossos filhos fazemos todos os sacrifícios”. E fazem mesmo. Sacrificando-se e por vezes sacrificando as crianças. Não lhes deixando espaço para se exprimirem naturalmente e condicionando-as em função de um ou dois objectivos. A competição a qualquer preço e o sucesso social sem olhar a meios.

Claro que é bom ter sucesso. O processo para o atingir é que não se obtém num livro de receitas. Vai-se lá chegando com ternura e bom senso e sem nunca esquecer que as crianças, cada uma à sua maneira, necessitam de espaços de liberdade.

Pais. Tudo isto parece ser um pouco pessimista. Mas não desanimem. Nada na vida é uma fatalidade. Muitas vezes pequenas mudanças na rotina do dia-a-dia fazem a diferença. Vocês vão ser capazes! São capazes! Seguramente que vão poder encontrar um bocadinho do vosso tempo para dar mimo. Um carinho! Vai ser bom. Vá lá! Basta uma festinha e um colinho. Basta um gesto pequenino para nunca ninguém se sentir sozinho."


Professor Dr. Octávio Cunha


V

Gastroenterite também é...

... ficar em casa com a mamã a brincar!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

E depois desta manhã de trabalho...

... é mesmo só isto que me ocorre dizer.





Se eu pudesse...



Bela e amarela - semana 1

Estamos a dias de comemorar 1 ano e meio do meu bolachinha, e eu ainda cá tenho 4kg e tal, dos 20kg que engordei na gravidez.

Foi também há quase 1 ano e meio que eu quase entrei em pânico quando me olhei pela primeira vez ao espelho depois dele nascer.

E está quase a fazer 1 ano e meio que, AINDA com dores e AINDA barriguda, me cruzo com uma senhora no corredor do Hospital e ela me olha enternecida e me diz "Está quase menina...", quando eu tinha parido na véspera...

Adiante.

Só deixei 8kg naquele hospital. E perdi outros tantos nos primeiros, vá lá, 9 meses ?!?!

Mas desde então que mais nada. Nadinha. Nem 100 gramas.
Não visto um par de calças das que tinha antes de engravidar e tenho feito um esforço para conseguir apertar calças tamanho 38.

Ando frustrada.

Vai daí, que desta vez é que vai for.
Comecei a dieta no Domingo.
Almocei uma francesinha (só para a despedida e para me ajudar a aguentar a fome dos dias seguintes), mas ao jantar já só comi sopa e fruta.

Tenho tomado um bom pequeno almoço, como um iogurte ou uma peça de fruta a meio da manhã, almoço normalmente (mas nada de porcarias), lancho umas bolachinhas integrais ou de água e sal e mais fruta, e à noite SÓ JANTO SOPA.

Ao fim de semana abro a excepção de poder jantar normalmente (não posso correr o risco de ficar insuportável com tanta fominha que tenho passado, que eu cá continuo a ser mulher de sustento) e posso cometer um ou outro pecadinho.
Mas mal entre a segunda-feira, o esquema repete-se. E a tolerância é zero.

Eu gosto de mulheres com curvas. Gosto de ter um rabo e umas pernas que se vejam (e o meu marido também diz que gosta muito de os ver...). Mas uma coisa são as curvas, outra coisa é a pança que ainda ostento e os meus braços de mulher da praça.

Maneiras que está decidido: este vai ser o meu sacrifício da Quaresma.
Não estou para andar de fato de banho OUTRA VEZ este Verão.





E esta aqui sou eu... daqui a dois meses...

Diz ele que...

... a cozinha vegetariana é o mesmo que poder fazer sexo com uma mulher e preferir fazê-lo com uma boneca insuflável.


Ao fim de mais de 7 anos, os raciocínios do meu marido ainda me surpreendem.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ai chega chega...a minha agulha...

Meti na cabeça que tinha de aprender a costurar.


Perdi a cabeça e acabo de pagar a inscrição num curso de iniciação à costura.
Eu, que nem máquina tenho.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Malas



A única parte dispensável das férias: desfazer as malas.
Passo por elas e viro logo a cara para o outro lado. Andei a manhã toda a ignorá-las.
Mas agora vai ter de ser.
Vou atirar-me às feras.

A minha mensagem de amor

.


Meu valentino:
amo-te daqui até sei lá onde...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Parabéns a ti.

Meu amor grande. Enorme. Infinito.
Minha paixão doce. Quente. Arrebatadora.
Meu marido bom. Meu amigo. Meu companheiro de vida.


Parabéns, pelo teu aniversário.

Obrigada, pelo teu amor.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Sejam solidários...

O meu marido enviou-me ontem um MMS com esta foto, e eu fiquei com um nó na garganta.

                          
À hora de almoço fui comprar um berço de recém-nascido. E fraldas também.

E depois fui lá, deixar a minha doação.
Não passei da parte dos escritórios. Estava sozinha e achei que o meu coração não aguentaria. Sabia que me ia desfazer em lágrimas à frente das crianças, por isso achei melhor assim.
Cheguei ao carro e chorei tudo o que tinha para chorar.
Meia hora depois, continuo num pranto.
Mas com o coração muito mais cheio!




Se alguém tiver um daqueles berços pequeninos de recém-nascido que possa doar, contactem a associação mal possam. Ainda só receberam este que acabei de lá deixar (pois têm recebido apenas caminhas de grades, que eles também agradecem, mas o que precisam mesmo no momento é de mais um desses berços mais pequeninos de recém-nascido).

Deixo o contacto.
Obrigada

Associação a Casa do Caminho
Senhora da Hora - Matosinhos
229 578 270



Entretanto...

... entra o Sr. Manuel Serrão café adentro.
Todas as cabeças se viram para ele, que um homem daquele tamanho não passa despercebido.
Senta-se numa mesa com o seu iPad. Dois jornalistas do Porto Canal seguem-no e dão início a uma entrevista.

E eu estou aqui atrás dele. Acho que vou aparecer na televisão. E estou na dúvida se digo adeus para a câmara e mando beijinhos, se pego no telemóvel e começo a fazer telefonemas à família, ou se ponho um ar natural e finjo que estou habituada a estas coisas de filmagens e flashes e assim.

Odeio

Odeio papanicolaus, ecografias, citologias, e todas essas coisas. Odeio. É tortura para mim.
Mas hoje é dia de consulta de ginecologia. Teve de ser. Já deveria ter sido feita por volta dos 12 meses após o parto, mas fui adiando, adiando, adiando e entretanto já se passaram quase 17 meses.
Hoje, aproveitando que estou de férias e com mais tempo livre, decidi-me a vir.
Maneiras que estou aqui num café a fazer tempo. O médico está atrasado, as always, e eu aproveitei para tomar o meu cafézinho e pôr a leitura em dia.
A ver se me distraio e não penso no que me espera.
Grrrrrrrrrrrrrrrr....

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"De que o vais mascarar?"

Perguntam-me.

"De nada" - respondo eu.

E recebo logo uns olhares reprovadores, como se, em vez de ter dito APENAS que não o ia mascarar no Carnaval, tivesse dito que o ia deixar a pão e água nesse dia.

Não acho piadinha nenhuma ao Carnaval. Mas é certo que quando era miúda gostava bastante. Adorava mascarar-me e desfilar com os amiguinhos da escola pelas ruas da terra onde vivia. Adorei ir de capuchinho vermelho (principalmente porque levava uma cesta cheia de bolachas que fui comendo durante todo o desfile...). Mas nessa altura eu teria uns 5, 6, 7 anos, talvez.

O meu filho nem 1 ano e meio tem. Sabe lá ele o que é o Carnaval!
Para ele, o Carnaval este ano vai ser um dia em cheio porque vai ter a mãe e o pai de férias com ele e também os avós e a madrinha. E isso chega-lhe para ter um dia feliz.
Não vou estar a massacrá-lo com fatos e fatiotas. Até porque ele nem à escola vai nessa semana.
Além disso, o meu filho é um incomodadinho: não gosta de luvas, de cachecóis, de casacos de lã, e enfiar-lhe um gorro é tarefa impossível. Berra que se farta até conseguir ver-se livre de tudo isso. Todos os dias, depois do banho, visto-lhe o pijama e tenho de lhe calçar umas sapatilhas, pois até umas simples pantufas o incomodam.
Como é que eu ia conseguir mascará-lo do que quer que seja? E para quê?
O Carnaval é para eles, quando ELES acharem graça.

Por isso, aguardarei, de consciência tranquila, o dia em que me pedirá para o mascarar de mickey ou de capitão américa.

Café com vistas de mar

E assim se ganha energias para o último dia de trabalho antes das férias...

Hummmmm...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Coisas que me deixam melosa

Quase todos os dias de manhã, ao chegar ao colégio do meu filho, vejo chegar também um pai com o seu filhote que deverá ter uns 3/4 anos.
Mal estacionam, o menino desaperta os cintos e salta para o colo do pai, que o recebe sempre com um beijinho.
E depois ali ficam os dois, durante longos minutos: o menino a fazer de conta que conduz o carro e o pai a olhá-lo enternecido...

Todos os dias este momento se repete.

E todos os dias eu assisto, derretida.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Bolachinha e os miminhos

Que o meu bolachinha anda numa fase de meiguice, e que todo ele é beijos e abraços, já eu sabia.
Mas ontem fiquei a saber que, na escola, ele passa a vida a correr atrás das meninas para as cobrir de beijos! Só que, como é óbvio, não controla a força que faz e aperta-as tanto que elas lhe fogem mal o vêm a correr braços abertos...

Meu rico filhinho: não desanimes.
Um dia vão ser as meninas a correr atrás de ti.
Promessa de mãe.
;-)