segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Do Natal

Nãããããããooooo, sossegai que não venho contar como foi o meu Natal. Não vos vou maçar com a minha família, com os trinta bolinhos de bacalhau que comi, e muito menos com a açorda de polvo M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A que a minha mãe fez.

Venho só pedir encarecidamente às pessoas que hoje passam pelo meu local de trabalho (como se elas viessem aqui ler-me) que não precisam de se entusiasmar tanto com o perfume novo que o pai natal vos trouxe. É que estou a tossir há mais de duas horas com a vossa mistela de cheiros, e a minha cabeça já não aguentaaaaaa!!!!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Pode-se confiar nos homens, pode-se???

   Uma 'ssoa vai jantar fora com umas amigalhaças a ver se espairece e se aproveita para descontrair um bocado. Antes de ir deixa as recomendações habituais ao marido, e mais um xarope e umas gotas para o nariz que a cria mais nova precisa antes de ir para a cama.
   Uma 'ssoa chega ao restaurante e faz um telefonema para casa só numa de saber se está tudo a rolar para depois poder ficar descansada e descontrair completamente.
   O marido diz que já dormem os dois e avança confiante: Não consegui que ela tomasse o xarope, mas as gotas consegui enganá-la porque misturei-as numa colher de sopa.



   E é isto, a minha vida.




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Lá vamos nós

Hoje e amanhã temos festa de Natal no colégio dos miúdos. Hoje é o mais velho, amanhã é a mais nova.
Eu cá, assumo-me como mãe xoninhas, daquelas que se emocionam todas com estas coisas, que vão pra lá acenar com os dois braços enquanto gritam o nome dos filhos, que começam na choradeira ainda eles estão a espreitar atrás do palco, e que saem de lá com a cara inchada como se tivessem sido mordidas por abelhas.
Prontos, agora entusiasmei-me e exagerei um bocado, vá. Mas sim, deito sempre a lágrima quando os vejo felizes nestas pantominices.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Sapatilhas para a ginástica...



...compradas nem há 1 mês.



Se arrependimento matasse.



Como sabe quem me acompanha, tenho um filho de 4 anos, rapaz - R-A-P-A-Z!! - que tal como a grande maioria dos rapazes, é um miúdo muito físico e que adora brincadeiras parvas de rapazes tipo brincar às lutas, aos acidentes com carros, às corridas sem destino, dar abraços apertados que mais parecem esganamentos e outras coisas do género.
Quando consigo ir busca-lo à escola, fico a apreciar ao longe estas libertações dele e dos amigos, e sempre me pareceram atitudes comuns a todos eles, saudáveis e sem motivos de preocupação.


Mas,se para a grande maioria das mães com as quais convivo tudo isto é (felizmente!) normal, há sempre alguém que não acha o mesmo.


Façamos então este exercício:
   Imaginemos que nestas disputas constantes dos miúdos, há uma mãe que insiste em estar sempre a intervir em defesa da criança dela, que não espera que o filho se defenda, que nem lhe dá tempo sequer para reagir pois ela já está lá em cima da situação ainda a coisa não acabou de acontecer.
Imaginemos que esta mãe não repara que o filho estava a adorar este engalfinhamento colectivo (sim, porque os apertos estavam a vir também da criança dela) e acode a separá-los de imediato enquanto tu assistes à cena de braços cruzados a 1 metro deles.
Imaginemos que de seguida, e mesmo contigo ali ao lado, ela decide puxar o braço ao teu filho e o obriga a pedir desculpas ao filho dela.
Imaginemos que (pasmem-se!) tu ficas com tamanha cara de parva a ver a cena que nem consegues reagir enquanto vês o teu filho com ar de injustiçado e humilhado pedir desculpa ao puto, porque era um adulto que estava a mandar.
Imaginemos ainda que no meio disto tudo, o tal miúdo ainda manda um murro ao teu filho, que essa mãe não viu (ou entendeu não ver).


Era uma ocasião festiva. De celebração. E eu não quis estragar a noite dos outros.
Mas vim com a minha noite estragada para casa. Por frustração. Por arrependimento de não ter ido lá de mão na anca defender a minha cria. Eu devia ter-lhe dito na hora que não precisava de pedir desculpa porque não tinha feito nada de errado.
Não é a primeira vez que algo do género acontece com os mesmos intervenientes.
Eu sei, eu sei que o meu filho não é o suprassumo do sossego, e não conseguiu ficar sentado à mesa quieto durante as 5 horas que durou o jantar, mas também sei que não é por ser obcecada e andar ali de roda dele a toda a hora que gosto menos dele e que o meu filho é menos importante que os filhos dos outros. Porque se eu estou ali ao lado e a vê-lo, sou eu que tenho de dizer se ele deve ou não pedir desculpa, se deve ou não ser castigado.
Mas para que fique o registo, foi mesmo a última vez que me calei.
Da próxima vez vai-me saltar a tampa, e vou estar-me nas tintas para a etiqueta e a ocasião.
Ai vou.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Guess who is back?!?

O espírito da união, da caridade e da partilha desta época natalícia apoderou-se de mim de tal forma que senti um chamamento aqui deste meu cantinho ao abandono.
Andei desligada até dos blogues que seguia com afinco. Volta e meia ainda vinha deitar um olho, mas aos poucos e poucos acabei mesmo por fazer off.


A verdade é que estes últimos meses foram de tanta mudança que a minha cabeça não dava para isto.
Mudei de casa e mudei de trabalho. E todas as responsabilidades e tarefas que essas mudanças acarretaram, não me deram sequer um fôlegozinho para vir aqui arejar ideias.
Entretantos, e agora já com as coisas a entrarem nos eixos (quer-se dizer, mais ou menos nos eixos, que ainda há pra lá muita cangalhada enfiada em armários à espera de ser pendurada ou arrumada em qualquer sítio) e as rotinas de volta, voltei também eu. Para ficar, assim espero.
Beijos a todos!