quarta-feira, 29 de maio de 2013

Check list

- boné
- jardineiras de ganga 
- sweat ou t-shirt larga
- sapatilhas coloridas
- óculos de sol

E está tudo a postos. 

A festa de final de ano da escolinha dele vai ser este sábado, no dia da criança.

E eu cá estou mortinha por ver o que vai sair dali...

domingo, 26 de maio de 2013

Domingo de manhã


Levanto-me cedo e a minha casa está silenciosa. O meu marido deixa-se ficar na cama. Desconfio que é menino de ali ficar a manhã toda, numa desforra por hoje não ter aqui a nossa pequena cria saltitante a pedinchar-lhe uma brincadeira qualquer a esta hora da manhã.
Bolachinha lindo da mãe foi passar o fim de semana aos avós, em terras transmontanas.
E eu aproveito para tomar banho nas minhas calmas, arranjar-me nas minhas calmas, tomar o pequeno almoço nas minhas calmas. E melhor ainda: em silêncio. E sim, assumo: sabe-me bem. Mas estou mortinha que ele venha. O riso dele faz-me falta...
Olho para o relógio e vejo que ainda faltam quase 20 minutos para a hora do metro. Apesar do caminho ser curto, decido ir andando, nas minhas calmas.
Não passa nenhum carro na rua. Só se ouvem passarinhos. Muitos passarinhos felizes. Que sorte eles têm - penso.
De repente ouço pessoas a falar. Dá-me ideia de ser um grupo grande de pessoas. Vozes agudas, esganiçadas, que me arrepiam os tímpanos destes meus ouvidos ainda habituados apenas ao silêncio.
Chego à estação de metro e, acabou-se o silêncio... Foi como que acordar de um sonho bom. A minha calma evapora-se quando vejo um grupo enooooorme de gente. Para cima de 50 pessoas. Só mulherio. Todas a falar ao mesmo tempo. Consigo ler-lhes nas camisolas: "Corrida da Mulher". E desculpem-me gente, eu admiro a vossa iniciativa, mas também estava a admirar bastante a calmaria da minha manhã...
Entro com aquelas vozes todas num metro que já vinha atolado de outras tantas. Ficamos logo tipo sardinhas enlatadas.
Espectáculo! Em vez da minha habitual viagem-relax, confortavelmente alapada à janela, ali estava eu, de pé, no meio delas.
Falam cada vez mais alto para se conseguirem ouvir umas às outras.
No meio da gritaria, consigo perceber que o José Cid e a Liliane Marise vão lá estar a animar a malta.
Mandam piadas apimentadas.
Riem-se alto.
Vejo dois velhos carrancudos a abanar a cabeça, incrédulos, como que a pensar que o mundo está perdido.

Resumindo:
Já cheguei ao trabalho.
Dói-me a cabeça.
Vou tomar um comprimido.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A saga do desfralde

A saga continua.
Ele gosta de andar com o pote atrás dele, ele adora andar a passear o pote, mas ficar lá sentado muito tempo deve-lhe mexer com o sistema nervoso. Ele também já pede e já avisa "Mamããã xixi pote!!!" Mas normalmente essa proeza ele só faz quando a coisa já está a acontecer, e apenas nas alturas em que ele está de pé, não dando tempo a que se acerte no alvo...
Maneiras que os nossos serões depois de jantar têm sido passados com ele cheio de energia, de rabo ao léu, a passear-se pela casa. Ora senta 5 segundos no pote, ora levanta 10 minutos. E eu tento suborná-lo:
- "Ai e tal que giro esta caixinha de legos, senta aqui no pote a brincar com a mamã!"
- "Bincar mamãããã!!!"
E ele lá vem, todo lampeiro, sentar-se outra vez, para dali a uns segundos tornar a levantar-se para mais umas corridas.
E foi assim, nestes senta-levanta, senta-levanta, senta-levanta, que ontem acabei a pôr a lavar um tapete com xixi e a limpar um cocó fedorento do meio do corredor...


quarta-feira, 22 de maio de 2013

...



Gente que cospe para o chão:

Cuspi antes para um lenço, engoli, guardai para cuspirdes só quando chegardes a casa, fazei qualquer outro malabarismo à vossa escolha, mas por favor, parai de mandar cuspidelas para o chão, principalmente se eu estiver a olhar para vós. É que deixa-me nauseada logo pela manhã. Além de que é nojento andar a passear e ver as vossas entranhas escarrapachadas nos passeios.
Haja civismo!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O segundo filho

Calma!! Não venho aqui anunciar nada, até porque ainda tenho ali uma remessa jeitosa de caixas de pílula para dar vazão, mas hoje, fui - finalmente! - mostrar os exames de rotina ao meu ginecologista e ele falou-me no assunto. Diz ele (e eu nem lhe perguntei nada!) que os meus exames mostram que estou apta a dar um irmão ou uma irmã ao bolachinha.

Eu quero mais um filho. Ou até mais dois, quem sabe como a vida vai correr nos próximos anos. O meu marido até deve querer mais uns quatro ou cinco... Adiante!
Eu quero mais um filho. Mas a decisão do timing ideal não é fácil. Nem tão pouco sei se ele existirá.Ter dois filhos com pouca diferença de idade há-de ter os seus prós e os seus contras, como tudo na vida. Mas vamos a ter calma que, para já, isto são só pensamentos.

Bom, tudo isto para dizer o quê? Para falar na minha preferência entre menino/menina para o segundo filho. E para dizer que não existe, e que eu própria fico espantada com isso. Na primeira gravidez não tive mesmo qualquer preferência. Depois de tanta complicação para conseguir tê-lo, só queria era que ele viesse, fosse menino ou menina, e que viesse com saúde.
Mas apesar de tudo, sempre quis ter mais do que um filho, e confesso que sempre quis que um deles fosse uma menina. Só que agora, o mais curioso é que não me ralava nadinha que o segundo filho fosse menino outra vez. Nadinha mesmo.
Outro dia a minha madrinha disse-me que se eu tivesse mais um filho ia ser outro rapaz. E também houve um tio do meu marido que nos disse em tempos (estava eu grávida do João) que achava que se nós tivessemos 3, 4, 5 filhos, iam ser todos rapazes.


Será??

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sim, eu também sou a favor.

Vê-lo crescer em família, feliz e amado, fez-me ver as coisas como elas têm que ser vistas: nenhuma criança gosta mais de crescer numa instituição (por muito bem cuidadas que as crianças sejam nas instituições) do que numa casa, num lar. Nenhuma criança prefere não ter um pai, se em vez disso até pode ter dois.
Acham que uma criança prefere crescer órfã, em vez de ter duas mães a dedicar-lhe exclusivamente todo o seu amor?? E se ainda pudermos somar a tudo isso a possibilidade de descobrir o que é um colo de uma avó?

O amor, o aconchego de uma família é o que de mais importante podemos dar a uma criança. E isso, senhores, isso deveria estar acima de tudo o resto.
Portanto, não me lixem. Nem me venham com as conversas de treta de que os outros meninos vão gozá-los na escola. Talvez esteja é na hora de alguns pais desses meninos deixarem de ser preconceituosos e começarem a educar os filhos para a não discriminação.

Por isso espero, sinceramente, que em breve a adopção de crianças possa ser plena no nosso país, seja ela monoparental, por casais hetero ou homossexuais.

O primeiro amor

O meu rico filho, que ultimamente andava meio brutinho a brincar com os outros meninos, está apaixonado. E agora, por conta deste seu primeiro amor, todo ele é mel. São abraços de 5 em 5 minutos, beijinhos, festinhas, mão dada, enfim, uma meiguice pegada.
Quando começa a dizer o nome dos amiguinhos, a "Sussu" vem sempre em primeiro.

Na escola, ele é sempre o último a acordar da sesta. Mas um destes dias, contou-me a Educadora, foi ele o primeiro. Levantou-se e foi fazer festinhas à Sussu. Mas a Sussu não acordou. Então ele abraçou-a, aninhou-se ao lado dela, e voltou a adormecer...

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O que realmente importa

Para mim, o que realmente me importa é a minha família. A saúde dos meus. A felicidade dos meus. O bem-estar deles. O tempo que dedicamos uns aos outros. Estarmos todos juntos.
Os stresses do trabalho, a casa, o carro, as carteiras e outras tretas que tal, não são, na hora da verdade, nada mais do que isso mesmo: tretas. Na hora da verdade, só queremos é crescer juntos e partilharmos as nossas vidas durante muitos e muitos anos.
Numa família, na nossa família, o amor funciona assim.
E por isso a/os compreendi tão bem...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sou mole, pronto.

Sou uma mãe mole. Uma mãe mole com um filho irresistível. E é ao final do dia que atinjo o pico da moleza.
Os meus finais de dia são o meu tempo mais feliz. Aquece-me o coração abrir a porta de casa e ouvir os seus passos apressados na minha direcção. Vem sempre a correr. E sempre a rir. Atira-se sempre para o meu colo, e eu pego logo nele e abraço-o. Sempre. Mesmo que venha carregada de tralhas e me doam as costas. Gosto tanto do cheiro seu pescoço...
Na hora do banho chapinha entusiasticamente na água, com força, eufórico. E eu... eu deixo. Mesmo que acabe ensopada e hirsuta. Porque ver a alegria com que se diverte deixa-me em êxtase. Vê-lo feliz. É muito bom.
Invento não sei quantas mil coisas para conseguir vestir-lhe o pijama, penteá-lo, calçar-lhe as pantufas. Ele pega no creme, já consegue abri-lo sem ajuda, e começa a espalha-lo na minha cara. E eu deixo. Sempre. Mesmo que metade acabe no meu cabelo. Ou na minha roupa. Mesmo que seja aquele creme xpto. Deixo porque o faz enquanto olha para mim com o ar mais doce do mundo, e eu não posso (nem quero!) perder este momento de ternura.
Todos os dias, depois de jantar, pede-me que lhe leia uma história. Traz o livro, sempre o mesmo livro, e salta para o meu colo. Leio-lhe a mesma história várias vezes seguidas. Faço-lhe a vontade. Mesmo que tenha ainda não sei quantas tarefas pela frente antes de me poder deitar. Porque tê-lo assim, bem comportado e atento no meu colo, me enche de orgulho.
Está crescido, o meu menino.

Romantismo matinal

(Enquanto eu me lambuzava com um pão com queijo e marmelada ao pequeno almoço)

Ele: Tens a cara suja.
Eu: Hum.
Ele: Estás cheia de farinha.
Eu: Hum.
Ele: Pareces uma padeira.
Eu: É?!? Também me pareço com uma padeira noutras coisas!!
Ele: Pareces? Em quê?
Eu: Olha, no cú!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O meu dia da mãe

Foi bom, muito bom, porque este ano consegui estar de folga e passar o dia com a minha cria!
Fizemos um mega piquenique em família e foi o delírio para ele ter tantos primos para brincar! E para correr. E saltarem para cima uns dos outros (porque é que os rapazes só sabem brincar assim???). E jogar à bola. E dar pão aos patinhos. E ver os pássaros voar sobre nós e ouvi-los cantar. E poder correr livre. E respirar a natureza. E namorar.

Um dia feliz, marcado apenas pela tristeza de estar longe da minha mãe e não lhe ter dado aquele abraço que ela tanto merece. Um beijo para a minha mãe.
Grande.
Com saudades.
Muitas. Muitas saudades.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Estomatite

Diz que são aftas. Não fez febre, mas tem a boca cheia de aftas. Um primo mais velho também esteve assim, e logo a seguir ficou ele. Raio de bichezas estas que se propagam entre os miúdos à velocidade da luz! Irra!!
Desde segunda que as noites se passam com acordares chorosos de meia em meia hora (portanto, desde segunda que eu estou na eminência da loucura). Passa os dias e as noites de boquinha aberta e a baba cai-lhe em fio. Mudo-lhe a babete sei lá quantas vezes ao dia. Não come mas tem fome. Chora porque quer comer, mas se come, chora porque lhe dói. "Mamã, boquinha!" - diz-me ele com cara de desespero. E eu desespero por nada poder fazer.
Está medicado, mas segundo o pediatra isto é coisa para demorar uns 10 dias a passar totalmente, por isso ainda tenho que penar.

Pudéssemos nós tomar as dores deles...