Estou há 20 minutos em viagem no metro, e já é a terceira vez que tenho de mudar de lugar.
Primeiro sentou-se mesmo ao meu lado um homem de cheiro nauseabundo. E aquele cheiro maravilhoso logo de manhã, misturado com as más disposições matinais de uma grávida, não combinam, de todo. Por isso, e porque quem está mal que se mude, levantei o meu belo traseiro e fui para outra carruagem, de modo a garantir que o cheiro não chegasse lá.
Na paragem seguinte entram mãe e filho, um miúdo com os seus 3/4 anos, e sentam-se mesmo atrás de mim. A mãe ao telemóvel a dizer asneiras, o miúdo sempre aos pontapés ao meu banco. Olhei 3 vezes para trás, com ar de mete nojo. Nem o rapaz, nem a mãe se tocaram. Por isso, voltei a mudar de poiso.
E por fim, como se já não bastasse, entra um adolescente em plena fase do armário, que também escolheu sentar-se ao meu lado (oh sorte!). Saca do seu telemóvel topo de gama, e resolve desligar o auricular e pôr a tocar alto e bom som algo parecido a Marilyn Manson.
E agora digam-me senhores: se isto não é motivo para me pôr com uma carrada de nervos em cima logo de manhã, então não sei o que será.