quarta-feira, 2 de março de 2016

Os meus dias e as minhas crias

Por aqui os dias têm-se passado a uma velocidade estonteante.
É o trabalho, as tarefas da casa, são os miúdos que nos consomem com as suas inúmeras actividades, (o João tem 3 festas de anos no próximo fim de semana, T-R-Ê-S!!!) credo!! Quase nem respiro!
A Mafalda agora quer sempre comer sozinha (aaaahhhhhh as saudades que eu tinha de ter o chão cheio de arroz e comida colada ao cabelo!!),  lavar os dentes sozinha, tirar os sapatos sozinha, e as meias, é o casaco, e tudo e tudo. Não pára 2 segundos a fazer a mesma coisa, nunca está satisfeita com o brinquedo que tem (incrível a nossa insatisfação feminina logo de tão tenra idade...), quer sempre e só o que é do irmão, pegam-se por tudo e por nada, ele grita, ela guincha, tooooooodas as manhãs a mesma música, e assim começam os nossos dias, toooooooodos os dias. É a lócura...
O João não lhe dá descanso, massacra-a com apertos, só está bem a jogar às lutas com a irmã - que acabam sempre mal, como é óbvio. Desde que começou a treinar futebol ao fim de semana, que leva a vida a passar-lhe rasteiras e a fazer-lhe faltas. E a miúda sempre aos trambolhões. E depois ele grita e ela guincha outra vez. Levo a vida a praguejar com os dois. Sabem aquelas fotos maravilhosas de filhos felizes a brincarem, juntos e amigos, sentados num tapete imaculado no centro de uma sala arrumada??? Pois, eu gostava, mas não tenho nenhuma. Aqui não há disso. Estes dois adoram-se (que eu sei que sim), mas o único momento melado do dia é só mesmo o acordar, quando se abraçam e se beijam como se já não se vissem desde o tempo em que a minha avó tinha dentes. São dois ou três minutos de paz. Depois disso, é vira-o-disco-e-toca-o-mesmo, mais grito menos grito.


No final do mês temos férias e venham elas, que o que é preciso é dias de passeio, a ver se esta minha gente acalma e sossega.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Beatinho da mãe...

- Mamã, sabes o que diz aqui neste coração?

- Sei, porquê? Tu também sabes?

- Também, diz assim: Jesus dá-me a paz que eu preciso.

(.................)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Ando para aqui intrigada com o raio das 35 horas

e custa-me a entender porque carga de água têm os funcionários públicos direito a elas.
Trabalho no privado, e pergunto-vos: acham normal que colegas meus que têm e-x-a-c-t-a-m-e-n-t-e o mesmo curso que eu e que fazem e-x-a-c-t-a-m-e-n-t-e  o mesmo trabalho no público que eu estou a fazer no privado, trabalhem menos 20 horas por mês e ganhem mais 1/4 do meu ordenado??? Pois. Não precisam responder. A resposta é demasiado óbvia. I know.
Portanto não me lixem com as historinhas de que ah e tal era um direito que sempre tivemos e que nos foi retirado. Uma porra!! é o que é! Então quer-se dizer, se a minha empresa for ao charco eu vou para o olho da rua. Mas quando se instala uma crise económica como a que estamos a atravessar, o que fazem os trabalhadores do Estado deste nosso país à beira mar plantado? Ah, esses! Esses não podem ser despedidos, e olha, vai-se a ver, eles até andam desanimados com a vida e estas coisas da crise, vamos lá recompensá-los. Voltam a trabalhar menos 20 horas por mês. E continuam a ganhar mais que os outros.
E uma leizinha que obrigue a que seja assim também no sector privado, senhor ministro? Não há?

Sim, tenho inveja vossa, é verdade. Não por alguma vez na vida ter tido a aspiração de ser funcionária pública, mas porque realmente adorava ter todas essas regalias. E eu juro que isto não é nada pessoal contra vocês. É contra que manda em vós e permite barbaridades e desigualdades destas. E vos faz acreditar (a alguns, vá, que é pra não ser muito mázinha) que são mais que os outros e que o vosso trabalho vos desgasta mais que o meu.



segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

#ihatemondays





Por aqui as noites andam complicadas. Assim muito resumidamente, a Mafalda nunca nos tinha dado uma noite má, nunca, nem uma para amostra. Até que fez 1 ano. E foi para a creche. E já lá vão quase 3 meses que não tenho uma noite decente. Ultimamente então tem sido um descalabro. E para ajudar agora o João lembra-se de acordar todas as noites a sonhar e a fazer perguntas que não interessam nem ao menino Jesus nas palhinhas deitado num belo dia de sol, quanto mais madrugada fora quando o meu sono de beleza é interrompido e a minha paciência fica ao rubro.
E hoje é segunda-feira.
E é o país que temos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

6 de Janeiro de 2016

E ainda há quem ande para aí a mandar postas de pescada sobre a nova lei do piropo???
Really???????????????????????????''

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Ah, e entretanto hoje...

...dia de regresso ao trabalho, e já me estatelei ao comprido logo à entrada.
 Vinha armada em fina, de botas de salto alto, batom e guarda-chuva novo, e acabaram-se-me logo ali as peneiras, que é por causa das coisas.
Começa bem isto, começa. 

Ora então um bom anos a todos!

    Por aqui começou-se bem, muito bem, com o primeiro dia do ano sem tirar o pijama tooooooooooooodo o dia. Gosto bem mais do dia 1 de Janeiro do que da noite de passagem de ano.    
    Gosto da tradição que é andarmos os quatro de pijama em casa, enrolados em mantas e enrolados uns nos outros, entre os sofás e a mesa de jantar, a comer as sobras da festança da véspera, a ver séries, a ver bonecos uns atrás dos outros, a passar pelas brasas, a jogar o jogo da Glória, a fazer construções de legos, a brincar com nenucos, a tirar fotografias, e a não fazer nenhum.
    É o único dia do ano em que fazemos isto. E talvez por isso tenha este sabor assim tão especial. Em nenhum outro dia do ano me (nos) permito andar de pijama o dia todo. Nem concedo ficar um dia inteiro sem sair de casa, por mim, pelo meu marido (que também é meio claustrofóbico) e pelos miúdos (que habitualmente começam a ficar meio tresloucados se estiverem enfiados em casa muitas horas).
    Mas neste dia não; neste dia tudo corre bem assim e o ano arranca sem pressas, sem correrias, sem compromissos. Só nós os quatro e a nossa ramelice.


Um bom ano a todos!!!



segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Do Natal

Nãããããããooooo, sossegai que não venho contar como foi o meu Natal. Não vos vou maçar com a minha família, com os trinta bolinhos de bacalhau que comi, e muito menos com a açorda de polvo M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A que a minha mãe fez.

Venho só pedir encarecidamente às pessoas que hoje passam pelo meu local de trabalho (como se elas viessem aqui ler-me) que não precisam de se entusiasmar tanto com o perfume novo que o pai natal vos trouxe. É que estou a tossir há mais de duas horas com a vossa mistela de cheiros, e a minha cabeça já não aguentaaaaaa!!!!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Pode-se confiar nos homens, pode-se???

   Uma 'ssoa vai jantar fora com umas amigalhaças a ver se espairece e se aproveita para descontrair um bocado. Antes de ir deixa as recomendações habituais ao marido, e mais um xarope e umas gotas para o nariz que a cria mais nova precisa antes de ir para a cama.
   Uma 'ssoa chega ao restaurante e faz um telefonema para casa só numa de saber se está tudo a rolar para depois poder ficar descansada e descontrair completamente.
   O marido diz que já dormem os dois e avança confiante: Não consegui que ela tomasse o xarope, mas as gotas consegui enganá-la porque misturei-as numa colher de sopa.



   E é isto, a minha vida.




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Lá vamos nós

Hoje e amanhã temos festa de Natal no colégio dos miúdos. Hoje é o mais velho, amanhã é a mais nova.
Eu cá, assumo-me como mãe xoninhas, daquelas que se emocionam todas com estas coisas, que vão pra lá acenar com os dois braços enquanto gritam o nome dos filhos, que começam na choradeira ainda eles estão a espreitar atrás do palco, e que saem de lá com a cara inchada como se tivessem sido mordidas por abelhas.
Prontos, agora entusiasmei-me e exagerei um bocado, vá. Mas sim, deito sempre a lágrima quando os vejo felizes nestas pantominices.