sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O nosso Natal



O nosso Natal foi bom, apesar de ficar sempre com a sensação que passou depressa demais. Acho que uma semaninha de férias nesta altura teria sido o ideal, para saborearmos melhor a coisa, mas não pôde ser. Temos pena.
Já foi muio bom termos a família toda à mesa, com muita saúde, boa comida (as rabanadas estavam deliciosas!) e ainda a boa nova de mais um priminho -ou priminha!- que dentro de meses se juntará a nós. 
Mas a maior alegria de todas foi ter a minha mãe, como sempre a tive nestes dias, com força e saúde, a comandar as tropas na cozinha (ninguém sabe fazer uma açorda de polvo assim), a preparar tudo para nos sentirmos acolhidos e confortáveis, a cumprir a sua função de ajudante de Pai Natal a que sempre nos habituou, de barrete enfiado, na distribuição dos presentes. Quando há uns tempos atrás a vi tão doente, cheguei a pensar neste Natal, em como ia ser. E graças a Deus foi um Natal feliz, igual a todos os outros que temos tido. 
Graças a Deus e a ela, que é uma lutadora. 















quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A malta do Sul

come fatias douradas no Natal. Soube-o agora. Deduzo que seja uma fatia de pão gourmet, polvilhada de canela, com um leve fio de calda de açucar só mesmo para enfeitar o prato (credo! córrore que esse açucar engorda tanto!). Tão chique que é.

Nós, os de cá de cima, comemos rabanadas. Bem encharcadinhas, que é como elas sabem bem.
  
E é por estas e por outras que nunca me dei a viver longe deste calor nortenho. É que até nestas pequeninas coisas somos mais esquentorados. E como eu gosto de calor.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Acho que vou levar uma almofada para aproveitar a hora de almoço

Esperam-me 11 horas de trabalho pela frente. Logo hoje, que tenho o meu cérebro comido pelo sono. O raio do miúdo lembrou-se de acordar às 2h30, e de só voltar a adormecer já depois das 6h. Só me apetece disparar um relambório de palavrões uns a seguir aos outros. Estou com uma telha tão grande, que até eu me estou a sentir insuportável. Por isso imagino os outros, que vão ter de levar comigo todo o dia. 

Azar. 
Também eu já lhes aturei muita coisa.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Conversas pela manhã

- Joããããããããããooooo anda vestir o casaaaaaaacoooooo!!

- Já voooooooooouuuuu!! 
(mas continuou sem sair do lugar. Começa cedo com os "já vou")



Mais tarde, enquanto lhe vestia o casaco:

- Mamã, onde vamos?
- Vamos à escolinha.
- Não vamos à escolinha mamã!
Vamos à foz!! passear no paquico!!

Para ele, não devia haver semana e fins-de-semana. Os dias eram muito mais divertidos se fossem todos de passeio e brincadeiras, a toda a hora. Aprendeu a pedalar no paquico (triciclo). Experimentou a liberdade que isso lhe dá. E como eu adoro vê-lo crescer feliz...




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Parece muito mal ir lá bater à porta??

Os meus vizinhos de cima têm um bebé com 8 meses. Todas as santas noites por esta hora, aquela alma berra como se não houvesse amanhã. Começa a chorar uns 5 minutos depois de eu ir adormecer a minha cria. Resultado: em vez de eu demorar 10 minutos a adormecer o meu, fico à mercê da choradeira do de cima, pois o de baixo só dorme quando o outro se cala. 
Todas as santas noites o miúdo chora durante meia hora. Depois passa à fase dos berros e gritos durante outra meia hora, e até o ouço a tossir-se todo. Mesmo com os bons isolamentos do prédio onde vivo, a gritaria parece que está ali no quarto ao lado. 
Não creio que sejam cólicas aos 8 meses, não me parece. Quero acreditar que é só um bebé chorão e que eles tiveram azar, enquanto rezo para não me calhar um destes na próxima rifa. Mas, cá entre nós, parece-me mais que é só um filho daqueles pais que acham que não se pode dar colo, nem mimo, nem cantorias, que eles-têm-mais-é-de-aprender-a-adormecer-sozinhos-deixa-o-lá-gritar-1-horita-sozinho-no-quarto-e-anda-mazé-ver-filmes-pró-sofá. Sinceramente, parece-me mais isso. Pelo menos consigo ouvir, no outro extremo da casa, os passos calmos da mãe da criancinha, que insiste em andar de saltos altos até à hora de se deitar.

Eu cá não sou de grandes paciências. Ao fim de quase uma hora a ver se o meu adormecia, e já cega de nervos, meti-o debaixo do braço e trouxe-o para a nossa cama. Agora dorme como um anjo. O meu e o de cima. Eu é que, nos entretantos, já despertei completamente, com a carrada de nervos que se me entranharam por mim acima.