segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Fim de férias


Levantei-me as 7h30.
Tomei banho.
Preparei o pequeno almoço.
Arrumei a loiça da máquina.
Estendi uma máquina de roupa. 
Não fiz as camas.
Deixei tudo desarrumado: quartos, casas de banho e restantes compartimentos da casa. 
Arranjei o João.
Levei-o à escola.
Não levei o marido-AINDA-lesionado ao escritório porque ele me poupou esta parte e resolveu ficar a trabalhar em casa.
Entrei em depressão pós-férias, as usually, e enfardei um Big Mac ao almoço com batatas fritas e molho de maionese e salsa. Acompanhei o manjar com uma garrafinha de água, para o peso na consciência não ser assim tão grande. 
Também não pedi sunday.
A tarde foi-se passando, mas ao fim da tarde deu-me outra vez para a depressão e fui à loja ao lado comprar uma lata de amendoins com mel. 
Depois (só depois!) de me ter literalmente lambusado com eles, jurei que não comia mais nada até me deitar.
Saí do trabalho às 21h00.
Fui buscar o João aos avós.
Chegámos a casa à hora de o enfiar na cama.
Já não brincámos com carrinhos nem com garagens feitas de livros.
Deu-me outra vez para a depressão, mas não vacilei.
Fui ler-lhe uma história.
Adormeci-o ao colo. Soube-me bem.
Dei graças a Deus por não ter este horário estúpido todos os dias.
Fechei os olhos à desarrumação e fui enroscar-me no marido-AINDA-lesionado, alapado no sofá.


Juro que não aspiro ser rica. Mas dava tudo para trabalhar só metade do meu dia, e poder dedicar a eles e a mim a outra metade do meu tempo. 

É que tenho a certeza que viveríamos ainda mais felizes para sempre.

Um comentário:

Magui disse...

Bom regresso... Custa sempre :(! O meu sonho também era trabalhar menos horas e não demorar 2h por dia no trânsito!