quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

papa - 1 mama - 0

Foi desde que o meu super bolachinha iniciou a papa, que decidiu mandar a maminha da mamã dar uma volta muito grande. Chora, grita, fica vermelho, esperneia, atira-se para trás, faz trinta por uma linha assim que o deito no meu colo virado para mim, pois sabe que o vou pôr a mamar. E ele não quer. Mas não quer MESMO!


Com o biberão (a quem nunca disse que não), a coisa foi parecida: mamava o início e depois começava a choradeira e não mamava mais.


Mas ao lanche.......ao lanche alto e pára o baile!
Mal vê o prato amarelo passear-se nas mãos da mamã a história muda de figura! Ao lanche não há menino! Come como gente grande, e em 5 minutos o prato esvazia. Se mais houvesse, mais ia.


Desde ontem que já voltou a mamar o biberão todo, mas a mama nem pensar. O filme repete-se. E eu andei aí uns dias bem triste com isso. Queria dar-lhe de mamar mais uns mesinhos. Pelo menos de manhã e à noite. Além de saber que o meu leitinho lhe faz muito bem, a hora da mama era sempre um momento calmo, de ternura entre mim e ele, e tenho mesmo pena que tenha acabado...

Não consigo continuar a forçá-lo a mamar, pois vê-lo tão irritado é desesperante.Já estou mentalizada agora. Foi bom ter conseguido amamentar durante 4 meses.


Próxima etapa: sopas, aos 5 meses.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Hora da papa!

Pois é! O meu super bolachinha começou a comer a papa!

E se na primeira vez foi um filme, com cuspidelas, choros e muitas fitas à mistura para comer meia dúzia de colheres, nas vezes que se seguiram o prato esvaziou quase sempre!

O meu bolachinha descobriu que afinal a papa é docinha e é raro deixar alguma coisa no prato para a mamã rapar...

Claro que nem tudo são rosas...
É ainda muito trapalhão e muito sôfrego. Quer que a papa escorra à velocidade do biberão e abana desesperado a cabeça, braços e pernas no tempo em que eu me demoro entre uma colher e outra. Resultado: acaba quase sempre numa choradeira pegada do príncipio ao fim.

Quando lhe ponho a colher na boca, ainda não sabe bem o que fazer com aquilo, e chucha, chucha, chucha, até ficar todo nervoso por não sair mais nada!!

Mas lá se vai habituando, entre uma ou outra cantoria para o distrair.



É tão bom vê-los crescer assim, saudáveis e felizes!!

?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!

Estou furiosa!

Hoje ligo ao nosso pediatra para saber como é que fica a situação da vacina da meningite aos 5 meses. E deitei as mãos à cabeça.

É que além do grande absurdo de, tanto essa como a primeira dose aos 3 meses ja não fazerem parte do PNV, temos ainda um absurdo maior: as farmácias não a têm para venda.

Não dá para entender.Gastam e cortam onde não devem.E assim ficam 100 mil crianças sem esta vacina só porque o estado tem de poupar.


Segundo o nosso pediatra, não há, em nenhum país da Europa, Estados Unidos e América Latina um Plano de Vacinação onde conste apenas 1 única dose da vacina da meningite. Sem reforços.

Há ainda quem garanta que uma única dose aos 12 meses apenas protege por uns "aninhos"...

O meu bolachinha ainda tomou a dos 3 meses, o que, pelo que o pediatra diz, acaba por nao ser TÃO preocupante...

Mas não chegam já os medos do dia-a-dia que um coração de mãe tem por natureza???


domingo, 15 de janeiro de 2012

Dormir sozinho

Desde que o bolachinha nasceu que eu pedia todos os dias para que a noite passada demorasse a chegar.


Não queria habituar-me muito tempo a tê-lo no nosso quarto, pois sei que quanto mais tempo ele lá dormisse, mais me custaria separar-me dele durante a noite. Mas ao mesmo tempo, bem lá no fundinho, desejava que ele ali dormisse até fazer os seus 18 anos.


Tive de lutar contra esta minha "galinhice" de mãe, e, ainda grávida, estipulei com o meu marido que antes dos 4 meses o bolachinha teria de habituar-se a dormir à noite no seu quartinho.

Ora, os seus 4 meses completam-se na próxima terça-feira. Decidimos então que este seria o fim-de-semana da tão dolorosa experiência.


Pois tenho a dizer que foi a melhor noite que o meu bolachinha já teve.Se ele já dormia umas 8h durante a noite, ontem dormiu mais de 9h e porque nós o acordamos, pois precisavamos sair de manhã!

Diz o meu marido que ele estava farto de nós e do meu ressonar...Será??? Não se destapou, nao rastejou até bater com a cabecinha no topo do berço, nada! Dormiu um soninho descansado e acordou na mesma posição em que adormeceu. Estou tão orgulhosa!!...tão lindo o meu menino...


Claro que nós, eu e o pai, dormimos pessimamente. Apesar dos intercomunicadores darem algum descanso, acordamos várias vezes durante a noite para o irmos espreitar, pé ante pé. Mas valeu a pena.

Oxalá assim continue.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Uma tarde bem passada

Hoje foi dia de ir passear à beira mar. E não se esteve nada mal, nao senhor.
Logo a seguir ao almoço, bolachinha devidamente agasalhado com a sua mantinha preferida e o seu coelhinho Ranhoso (pois está sempre mais lambido que sei lá o quê), lá fomos nós aproveitar este delicioso sol de inverno.

Rumamos até uma esplanada na Foz.
Um descafeinado para mim e um mega biberão para o bolachinha. E que bem que nos soube aos dois.

Uma tarde a repetir.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Daqui a um mês...

Eu sei que estou a sofrer por antecipação, mas é mais forte que eu.

Daqui a um mês começo a trabalhar e não consigo evitar fazer a contagem decrescente.

Sempre achei que, chegada a esta fase da maternidade, ia encará-la com naturalidade e alguma vontade de regressar ao meu trabalho e às rotinas que tinha.
Mas não.

Se pudesse, era eu quem ficava com o meu bolachinha. Se pudesse, continuaria a cobri-lo de mimos 24h por dia e a assistir na primeira fila a todas suas as pequenas conquistas. Ficaria com ele pelo menos até ele ter 2 aninhos e ir para o infantário.

Mas, por muito me me custe, não pode ser.

Por isso, resta-me aproveitar todos os segundos que passo com o meu bolachinha, que dorme agora um soninho descansado no sofá depois de um passeio no jardim.

E eu acho que vou enroscar-me no cheirinho dele e dormir um bocadinho também.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Que bem que se está...

... no aconchego da casa dos meus queridos pais.
O meu bolachinha dorme um soninho descansado, super maridão e super pai assistem à bola na televisão, e eu e a minha querida mãe fazemos palavras cruzadas à lareira. Um dos gostos que temos em comum.

Que bem que se está.
Mesmo muito, muito bem.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os vizinhos de cima

Ontem à noite, bolachinha de barriguinha cheia, dormia já profundamente na sua caminha (AINDA) ao lado da nossa. Maridão já tinha acabado as suas leituras e desligado a luz do candeeiro. E eu, tentava adormecer, quando comecei a ouvir, pela milésima vez, festarola no andar de cima.

Os meus vizinhos de cima resumem-de a um casal novo, sem filhos.
Ela baixinha e com um ar super querido.
Ele alto e com um ar super aluado. Ah! E com cabelo à manjerico.
Conheço as profissões deles, mas pelo tipo de rotinas que têm, deduzo que nenhum dos dois tenha horários a cumprir.

Os meus vizinhos de cima fizeram alterações na casa, de maneira que a sala deles é por cima do nosso quarto (muito bom...).
E ter a sala deles por cima do nosso quarto implica termos também por cima do nosso quarto uma bateria! Sim, leram bem, temos uma bateria mesmo por cima da nossa zona de descanso...
Para além da bateria, levamos ainda com jantaradas até de madrugada, SÓ aos dias de semana.
E é isto que me deixa passada! Eles nunca fazem jantares ao fim de semana. Preferem juntar-se aos magotes por cima do meu quarto num dia de semana normal. Às vezes chego a pensar que o fazem só para me irritar.

Ontem foi mais uma dessas noitadas.
Nunca reclamei. Não gosto de confusões. E nunca lhes disse nada quando os encontro no elevador (também não estou ainda há muito tempo aqui).
Mas ontem, quando já passava da 1h da manhã, depois de me mentalizar que os pinchos e guinchos e música alta não iam terminar tão cedo, saltei da cama, vesti o roupão, calcei os chinelos e fui nesta figura tocar-lhes à campainha para saber que rebaldaria vinha a ser aquela àquela hora da manhã.
Foi remédio santo.
Regressei então triunfante ao meu quartinho, finalmente silencioso, onde os meus dois homens continuavam a dormir como se nada se passasse.

Hoje de manhã, já só estavamos eu e o meu piqueno, acordo com o toque de uma mensagem no telemóvel. Era o meu marido: "Minha leoa!, que ontem à noite quase que ias à tromba ao vizinho!"

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo

Está na hora de me despedir de 2011. Com muita pena minha, confesso.

Há muito que desejava um ano completamente feliz, como este o foi!

Soube logo no primeiro mês do ano que estava grávida e os 8 meses que se seguiram foram, apesar dos sustos, vividos de forma muito intensa, com muitos planos, muita euforia e ansiedade, muita cumplicidade com o meu super marido. Foram muito, muito bons mesmo...


Veio o Setembro e conheci-te, meu amor pequenino... E aí foi o auge de toda a felicidade que é possível sentir-se! E desde então... bem, desde então que não há um único dia (mesmo nos dias não) em que eu não me deite com o coração prestes a rebentar de tanto amor, de tanta felicidade que sinto cá dentro...! Tenho o meu super marido e o meu super bolachinha sempre comigo. Que mais poderia pedir?

Tenho uma família com saúde e feliz.
Concluí a minha segunda licenciatura.
Fui bem sucedida no meu trabalho e faço o que gosto.
Fiz novas e boas amigas (mesmo que virtuais:-) ).
Não posso pedir mais nada.


Apesar das saudades que este ano vai deixar, acredito que o próximo ano será tão bom quanto este. A partir de agora, há mais alegrias cá em casa. E muitos mais momentos de ternura. E muitas mais descobertas. E muitos mais planos a fazer.
Agora a três.

Feliz Ano Novo!!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A felicidade que um cocó dá!

Não era suposto começar o novo ano com um post destes. Mas cá vai disto.

Há 3 dias que o meu rico filhinho andava aflito e chatinho por não fazer cocó. Só que ontem à noite foi o descalabro. Nem vos conto o berreiro que fez para adormecer! Entre cantorias para o embalar, abanicos para aqui e para ali, deitar na caminha dele, deitar na caminha dos papás, colo da mãe, colo do pai, sshhhhhhhhhhhhhhh (muitos sshhhhhhhhhhhh) ao ouvido, chupeta de borracha, chupeta de silicone, chupeta mergulhada em aero-om, e nada. NADA acalmava o meu super bolachinha, que resistia estoicamente a todas as tentativas e mimos, esperneando-se e lavado em lágrimas.

O dia de hoje foi correndo, numa versão ligeiramente light da noite de ontem.

Até que...

...veio de lá, FINALMENTE, uma valente cocozada, com direito a roupa suja e tudo, trazendo de volta a boa disposição!
Toca de mandar mensagem ao papá a dizer que o nosso bolachinha já fez cocó, ao que o papá responde "nunca pensei que cocó me fizesse tão feliz". Bem sei querido, também eu quando te conheci estava longe de imaginar!


O bolachinha dorme agora um soninho descansado na sua cama, e eu, K.O., alapei-me no sofá, de almofada e manta nas pernas.
O merecido descanso dos guerreiros.