Regresso, então, das minhas já saudosas férias, para vir finalmente contar como foi o batizado.
O nosso bolachinha foi batizado no dia 17 de Março, dia em que completava os seus 6 mesinhos de vida.
Meio ano que passou, e foi assim que decidimos comemorar: com a festinha de batizado dele.
Escolhemos a igreja onde se batizou o meu marido, que fica numa aldeia em Trás-os-Montes, e onde os meus sogros ainda têm casa.
Fomos de véspera para lá, e na manhã do grande dia, já depois do meu lindo bolachinha ter comido a sopinha e a fruta, fomos para o quarto, calmamente, vestir o príncipe.
Só que a calma durou muito pouco (para não dizer quase nada...).
Tal como nos casamentos ( e como é que eu não me lembrei que havia grandes probabilidades de isto acontecer?!?!), eis que vejo grande parte dos convidados (e eu já disse aqui que não eram poucos...) a entrar casa adentro, e alguns ainda, quarto adentro...WTF???
Em poucos minutos, a casa encheu! Ou melhor, entupiu!
E eu estive quase, quase a passar-me completamente da cabeça.
Faltavam poucos minutos para a missa começar, e nós ainda em casa. Muitas vozes, risos, montes de caras que o meu rico filho raramente vê, vem um e mexe, vem outro e quer um beijinho, ainda outro quer tirar depressa, depressa uma foto, e vem mais outro e quer dar já as prendas e abre já para ver se gostas, e dali a poucos instantes sinto o meu bolachinha ficar meio perdido na confusão e assustado no meio daquela multidão toda, que entretanto já mo tinha tomado dos braços. (a sério, volto a insistir, como é que eu não fui capaz de prever isto???)
E pronto, começou o que eu já estava a adivinhar que ia acontecer: choradeira pegada.
Começou e prolongou-se até à igreja. E na igreja também.
Entrámos na igreja, eu, o meu marido, os padrinhos, o padre, e o meu bolachinha, que é e que estava tão lindo, mas que ia agora todo vermelho, quase roxo, de tanto chorar. Nem eu o conseguia acalmar.
E ainda por cima, eu, burra, burra, burra, no meio da confusão, não levei o aero-om!!...Oh God...Estava feita...
Poucos minutos depois da missa começar, o senhor padre, que é uma simpatia, pôs-me à vontade para ir com o meu filho lindo para a sacristia, tentar acalmá-lo.
E graças a Deus, acabou por adormecer.
E assim ficou, a dormir no meu colo, durante o resto do tempo. Nem com a água na cabecinha acordou...
Mas durante o almoço, o filme repetiu-se. Muita muita gente, muitos muitos colos e amassos e beijos e apertos, muitas muitas fotos com os convidados...e assim, a choradeira foi uma constante.
Nunca tinha visto assim o meu pequenino...Ficou provado que sai mesmo à mãezinha e ao paizinho dele, e por isso, confusões e multidões, não combinam com ele.
Ficou tão, mas tão cansado, que passou os dois dias seguintes a dormir. Tadinho....
Bom, mas àparte de tudo isto, foi uma cerimónia muito, muito bonita. E eu e o papá ficámos tão emocionados na igreja...
Foi um momento com um grande significado para nós.
Adorei.
Mostrando postagens com marcador peripécias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador peripécias. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 26 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Gu Gu, Dá Dá
Ultimamente o meu bolachinha (à sua maneira, claro!) fala e fala e fala sem parar, durante TODO o santo dia. E toda a gente acha um piadão à sua nova habilidade.
Fala com a mãe, com o pai, com os avós, com a tia, com os primos, com a chupeta, com as mãos e os pés, com o cinto da coque, com o coelho Ranhoso e com qualquer outro boneco que lhe venha parar ao colo. Não é muito selectivo, portanto...
Tudo muito giro, não fosse a conversa prolongar-se noite dentro...
Esta última noite então foi para esquecer. Acordou uma boa meia dúzia de vezes (NO MíNIMO!!) para pôr a conversa em dia com as pintas dos lençóis.
E eu quase a arrancar os cabelos...
O que vale, no meio destas andanças nocturnas, é que sempre que eu e o pai lá chegávamos, bastava tirar-lhe das mãos os lençóis amarrotados e ensopados de baba, deitá-lo de lado, pôr-lhe a chupeta, aconchegá-lo até às orelhas, e ele voltava logo ao seu sono.
Só que por muito pouco tempo...
Dali a 1 hora os intercomunicadores voltavam a entoar (alto demais àquela hora...) a tagarelice do senhor bolachinha e das suas amigas pintas.
Fala com a mãe, com o pai, com os avós, com a tia, com os primos, com a chupeta, com as mãos e os pés, com o cinto da coque, com o coelho Ranhoso e com qualquer outro boneco que lhe venha parar ao colo. Não é muito selectivo, portanto...
Tudo muito giro, não fosse a conversa prolongar-se noite dentro...
Esta última noite então foi para esquecer. Acordou uma boa meia dúzia de vezes (NO MíNIMO!!) para pôr a conversa em dia com as pintas dos lençóis.
E eu quase a arrancar os cabelos...
O que vale, no meio destas andanças nocturnas, é que sempre que eu e o pai lá chegávamos, bastava tirar-lhe das mãos os lençóis amarrotados e ensopados de baba, deitá-lo de lado, pôr-lhe a chupeta, aconchegá-lo até às orelhas, e ele voltava logo ao seu sono.
Só que por muito pouco tempo...
Dali a 1 hora os intercomunicadores voltavam a entoar (alto demais àquela hora...) a tagarelice do senhor bolachinha e das suas amigas pintas.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Os vizinhos de cima
Ontem à noite, bolachinha de barriguinha cheia, dormia já profundamente na sua caminha (AINDA) ao lado da nossa. Maridão já tinha acabado as suas leituras e desligado a luz do candeeiro. E eu, tentava adormecer, quando comecei a ouvir, pela milésima vez, festarola no andar de cima.
Os meus vizinhos de cima resumem-de a um casal novo, sem filhos.
Ela baixinha e com um ar super querido.
Ele alto e com um ar super aluado. Ah! E com cabelo à manjerico.
Conheço as profissões deles, mas pelo tipo de rotinas que têm, deduzo que nenhum dos dois tenha horários a cumprir.
Os meus vizinhos de cima fizeram alterações na casa, de maneira que a sala deles é por cima do nosso quarto (muito bom...).
E ter a sala deles por cima do nosso quarto implica termos também por cima do nosso quarto uma bateria! Sim, leram bem, temos uma bateria mesmo por cima da nossa zona de descanso...
Para além da bateria, levamos ainda com jantaradas até de madrugada, SÓ aos dias de semana.
E é isto que me deixa passada! Eles nunca fazem jantares ao fim de semana. Preferem juntar-se aos magotes por cima do meu quarto num dia de semana normal. Às vezes chego a pensar que o fazem só para me irritar.
Ontem foi mais uma dessas noitadas.
Nunca reclamei. Não gosto de confusões. E nunca lhes disse nada quando os encontro no elevador (também não estou ainda há muito tempo aqui).
Mas ontem, quando já passava da 1h da manhã, depois de me mentalizar que os pinchos e guinchos e música alta não iam terminar tão cedo, saltei da cama, vesti o roupão, calcei os chinelos e fui nesta figura tocar-lhes à campainha para saber que rebaldaria vinha a ser aquela àquela hora da manhã.
Foi remédio santo.
Regressei então triunfante ao meu quartinho, finalmente silencioso, onde os meus dois homens continuavam a dormir como se nada se passasse.
Hoje de manhã, já só estavamos eu e o meu piqueno, acordo com o toque de uma mensagem no telemóvel. Era o meu marido: "Minha leoa!, que ontem à noite quase que ias à tromba ao vizinho!"
Os meus vizinhos de cima resumem-de a um casal novo, sem filhos.
Ela baixinha e com um ar super querido.
Ele alto e com um ar super aluado. Ah! E com cabelo à manjerico.
Conheço as profissões deles, mas pelo tipo de rotinas que têm, deduzo que nenhum dos dois tenha horários a cumprir.
Os meus vizinhos de cima fizeram alterações na casa, de maneira que a sala deles é por cima do nosso quarto (muito bom...).
E ter a sala deles por cima do nosso quarto implica termos também por cima do nosso quarto uma bateria! Sim, leram bem, temos uma bateria mesmo por cima da nossa zona de descanso...
Para além da bateria, levamos ainda com jantaradas até de madrugada, SÓ aos dias de semana.
E é isto que me deixa passada! Eles nunca fazem jantares ao fim de semana. Preferem juntar-se aos magotes por cima do meu quarto num dia de semana normal. Às vezes chego a pensar que o fazem só para me irritar.
Ontem foi mais uma dessas noitadas.
Nunca reclamei. Não gosto de confusões. E nunca lhes disse nada quando os encontro no elevador (também não estou ainda há muito tempo aqui).
Mas ontem, quando já passava da 1h da manhã, depois de me mentalizar que os pinchos e guinchos e música alta não iam terminar tão cedo, saltei da cama, vesti o roupão, calcei os chinelos e fui nesta figura tocar-lhes à campainha para saber que rebaldaria vinha a ser aquela àquela hora da manhã.
Foi remédio santo.
Regressei então triunfante ao meu quartinho, finalmente silencioso, onde os meus dois homens continuavam a dormir como se nada se passasse.
Hoje de manhã, já só estavamos eu e o meu piqueno, acordo com o toque de uma mensagem no telemóvel. Era o meu marido: "Minha leoa!, que ontem à noite quase que ias à tromba ao vizinho!"
Assinar:
Postagens (Atom)
