Sou uma mãe mole. Uma mãe mole com um filho irresistível. E é ao final do dia que atinjo o pico da moleza.
Os meus finais de dia são o meu tempo mais feliz. Aquece-me o coração abrir a porta de casa e ouvir os seus passos apressados na minha direcção. Vem sempre a correr. E sempre a rir. Atira-se sempre para o meu colo, e eu pego logo nele e abraço-o. Sempre. Mesmo que venha carregada de tralhas e me doam as costas. Gosto tanto do cheiro seu pescoço...
Na hora do banho chapinha entusiasticamente na água, com força, eufórico. E eu... eu deixo. Mesmo que acabe ensopada e hirsuta. Porque ver a alegria com que se diverte deixa-me em êxtase. Vê-lo feliz. É muito bom.
Invento não sei quantas mil coisas para conseguir vestir-lhe o pijama, penteá-lo, calçar-lhe as pantufas. Ele pega no creme, já consegue abri-lo sem ajuda, e começa a espalha-lo na minha cara. E eu deixo. Sempre. Mesmo que metade acabe no meu cabelo. Ou na minha roupa. Mesmo que seja aquele creme xpto. Deixo porque o faz enquanto olha para mim com o ar mais doce do mundo, e eu não posso (nem quero!) perder este momento de ternura.
Todos os dias, depois de jantar, pede-me que lhe leia uma história. Traz o livro, sempre o mesmo livro, e salta para o meu colo. Leio-lhe a mesma história várias vezes seguidas. Faço-lhe a vontade. Mesmo que tenha ainda não sei quantas tarefas pela frente antes de me poder deitar. Porque tê-lo assim, bem comportado e atento no meu colo, me enche de orgulho.
Está crescido, o meu menino.
4 comentários:
Não há como não nos derretermos :D... Beijinhos aos dois
Adorei este texto!
E percebo-o, tão bem!!
Um beijinho enorme, já com saudades*
Não conhecia o seu blogue, (vim através do Jardim de Algodão Doce) e fiquei apaixonada pelas suas palavras. Este texto falou ao meu coração de mãe. :)
Obrigada Joana:-)
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