quarta-feira, 10 de abril de 2013

Diz que é dia dos irmãos

E eu tenho uma, mais nova 5 anos.
Em miúdas, vivíamos a gritar uma com a outra, a puxar cabelos, a bulhar por brinquedos ou porque ela vestia as minhas roupas sem pedir, ou porque emprestava cassetes minhas às amigas, ou porque eu queria os Scorpions a tocar na aparelhagem e ela cismava que queria era ouvir as Onda Choc toda a santa tarde.
Crescemos assim, com raras (raríssimas) manifestações de amor uma pela outra, para desgosto da minha mãe. Era mais forte que nós. E quanto a isso, nada houve a fazer.
Mas crescemos sempre cientes do amor de irmãs que nos unia. A preocupação que demonstrávamos quando uma de nós adoecia, a cara de aflição dela das 1500 vezes em que eu - atravessada e ajuizada como sempre fui - ia parar ao hospital para levar pontos, o meu instinto protector a vir ao de cima quando ela entrou na adolescência, entre muitas outras coisas, fazia-nos saber que éramos muito felizes assim, com a companhia uma da outra, mesmo que em 99,9% das vezes fosse para nos arreliarmos.
Hoje damo-nos bem. E sei que lhe dei a maior de todas as alegrias quando lhe disse que a queria para madrinha do João. E não podia ter feito uma escolha mais acertada. Sei que o ama como a um filho. E sou-lhe grata por isso.


Não imagino a minha vida sem irmãos, sem a minha irmã.

E sei que, quando der um irmão ou uma irmã ao meu filho, vai ser o melhor presente que um dia ele vai ter.

Nenhum comentário: