Surpreendentemente, a minha doce cria estava calma, atenta e sossegada no meu colo no começo da consulta. Assim se manteve enquanto ouvíamos o médico e expúnhamos as nossas dúvidas...... para minutos depois descambar por completo. Esperneou, gritou, ficou quase roxo, esticava-se todo para trás, foi um filme para o pesar e quase tombava da balança, enfim!
Parte boa da consulta (que se continuo a relembrar o ataque de histerismo do meu rico filho começo já a transpirar por todos os poros outra vez!): o nosso bolachinha lindo está óptimo e mantém-se nos percentis de sempre (75 no peso e 95 na altura).
No que toca a alimentação vai passar a comer de tudo sem excepção. Passa a comer sopa de legumes ao almoço e jantar, seguida sempre de segundo prato (que passa a ser a nossa comida, mas com menos sal). Inserir na sopa feijão, grão de bico e lentilhas à vontade. Deixa de beber o leite da lata e passa a leite de vaca meio-gordo. Começa a comer iogurtes dos nossos também. O leitinho da noite e da manhã é para manter, e ao lanche posso começar a dar pão, leite, iogurtes, fruta, papa, bolachinhas...
Tema de conversa direccionado aos pais (já com a cria vestida, calada, e de chupeta na boca ao colo do pai): AS BIRRAS.
Parece que estamos na altura delas. Não que ainda não me tivesse apercebido, mas andava a associa-las à ida para o infantário. Pelos vistos fazem parte desta idade, com tendência a piorar por volta dos 15 meses. Falou-nos da importância que tem sabermo-nos impôr nesta altura, conseguirmos mostrar ao nosso filho que nós, pais, somos a autoridade lá em casa. Não facilitar, não permitir demais, dizer que NÃO quando tiver que ser e sem lhe dar grandes explicações. NÃO é NÃO e quanto mais nos tentarmos justificar, mais estamos a dar abertura a nova birra.
Falamos também da diferença entre mostrarmos autoridade e sermos autoritários. Segundo o pediatra, ser-se um pai autoritário torna as crianças mais inseguras e deprimidas. No lado oposto temos os pais permissivos, que criam crianças irresponsáveis e mimadas. Por isso no meio é que está a virtude. Sermos amigos dos nossos filhos sim, mas mostrar-lhes também que há regras, que nós pais somos mais fortes. E que por sermos mais fortes podem recorrer a nós sempre que tiverem medos e inseguranças, mas também nos devem por isso respeito e obediência.
No final, ainda viemos com esta recomendação de leitura de mesa de cabeceira, de Javier Urra, especialista espanhol em comportamento infantil:



6 comentários:
Está a ficar um menino grande, que saudades tinha de te ler, tenho andado mesmo sem tempo nenhum.
Beijinhos
Adoro ler os resumos das tuas consultas... A parte do choro já me aconteceu e é um desespero! O que interessa é que ele está óptimo! E quanto aos livros tambem estou a precisar desta ajuda! Beijinhos
Pois o problema é que eles já vêem com o chip incorporado para esticarem a corda quanto às birras, e depois fazem aquele olhar de gato das botas que nos aperta o coração, depois sabermos realmente como mostrar autoridade sem ser autoritário, é uma linha muito ténue... :)) beijinhosss
e obrigado por partilhares os livros sugeridos, o Mário Cordeiro também tem um de birras quero ver se o compro, pelos excertos que li são coisas que são super vulgares do género "atirarem-se para o chão a fazer birra" e ele dá dicas como lidar nessas situações...
Adorei a partilha!
O Bolachinha está grande e imagino que cada vez mais bonito e fofo!
Sei bem o que é passar por uma consulta assim, de berros e histerismo... MEDO!
Nem me fales em birras! Isto está a ser bonito, por aqui!
E se com 13 meses está assim, nem quero imaginar com 15! Tenho que ler tudo e mais alguma coisa! Ainda hoje o dia foi de loucos! E de vergonha...
Bem... eu tinha escrito aqui um comentário, mas acho que não ficou... Se ficou, desculpa por estar a repetir!
Bem, mas o essencial do que tinha escrito é: tenho o livro O Pequeno Ditador, queres que to empreste?
Bjs e parabéns por o bolachinha estar tão bem!!
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