segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Diz que estou de férias...


Levantei-me as 7h30.
Tomei banho.
Preparei o pequeno almoço.
Arranjei o João.
Levei-o à escola.
Levei o marido-AINDA-lesionado ao escritório.
Fui ao supermercado.
Arrumei as compras. 
Fiz as camas.
Arrumei os quartos.
E as casas de banho.
Arrumei a loiça da máquina.
Estendi uma máquina de roupa. 
Fiz o almoço.
Andei em separação de roupas de Verão e de Inverno.
Fui buscar o João à escola.
Levei-o ao café e comemos uma torrada.
Fomos buscar o marido-AINDA-lesionado ao trabalho.
Viemos todos para casa.
Fizemos um bolo. 
Dei banho ao João.
Fiz o jantar. 
Arrumei a cozinha.
Pus outra máquina de roupa a lavar.
Brincámos com carrinhos e com garagens feitas de livros.
Li-lhe uma história.
Adormeci-o.
Passei umas roupas a ferro que iam ser precisas amanhã.
Atirei com o cesto das meias para o marido-AINDA-lesionado dobrar alapado no sofá.
Fui tomar um banho, de água a ferver.
Agora vou-me deitar, que já não posso mais.

Receita para hoje

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O meu marido foi jogar futebol.


E mandou-me agora uma mensagem para o telemóvel:
Não te preocupes. Mas acho que parti o pé.

Estão agora a vir trazê-lo a casa. É que só me faltava mais esta. Tem dias em que quase parece que sou mãe de dois. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Banda sonora da hora do banho


- Avééééé, avééééé, avé Maria ...

- tão linda essa música João! Quem te ensinou?

- Foi a Carolina, na escolinha!



Não sei quem é a Carolina, mas que o miúdo fica com cara de anjinho a cantar o Avé Maria, lá isso fica...

Gosto muito

de cafés com grandes janelas em dias de chuva.



domingo, 13 de outubro de 2013

A relatividade das coisas

Ontem foi sábado, mas eu trabalhei. Estive aqui enfiada até as 21h00, o que foi uma grande porra porque fui obrigada a faltar à estreia do meu bolachinha nas aulas de natação. Não que não confie nos cuidados do meu marido, nada disso, muito pelo contrário. Tenho a certeza que ele esteve tão bem entregue como se tivesse ido comigo. Mas custa-me horrores falhar momentos destes. ( a culpa, sempre a culpa...)
Ele andou lá, feliz da vida, portou-se como um menino crescido e até pediu para ir fazer xixi a meio da aula. Claro que ainda deu o seu espectáculo, alto e bom som, para o conseguirem arrancar da piscina... Dramático como é, imaginei-o logo a fazer-se escorregar dos braços do pai, a chorar lágrimas gordas, a espernear-se todo ranhoso, com os outros papás a olhar para ele com ar de credo-córrore-o-que-é-isto-se-fosses-meu-filho-ias-ver-como-elas-doem... Mas como já dizia a outra, isso agora não interessa nada. 
Adiante.
Como eu ia dizendo, ontem foi sábado e eu trabalhei. E hoje é domingo, o habitual dia da família, e eu em vez de estar com a minha, estou aqui outra vez, a dar no duro até às 19h. 
Conclui-se, portantos, que foi um fim-de-semana de treta, com dois dias muito mal aproveitadinhos. Em qualquer outra altura da minha humilde vidinha, isso era coisa para me fazer andar aqui com os azeites e de trombas para toda a gente. Mas desta vez, o meu fim de semana da treta começou com uma notícia muito feliz, que fez vir ao de cima a boa disposição e ai de quem a ousasse perturbar. A minha mãe está curada. Livrou-se do bicho mau. E a recuperação da cirurgia não podia estar a correr melhor. Descobri que a minha mãe é mais forte do que pensava. E fiquei feliz, orgulhosa dela, e em paz, aliviada por tudo ter acabado da melhor maneira.
Obrigada a todos pelo vosso carinho.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Erros de palmatória

Há por aí muita gente a escrever muito mal português. Às vezes são erros de se deitar as mãos à cabeça! Farto-me de ver palavras mal escritas, em livros, jornais, revistas, blogues... 
Mas acho mais incrível quando isso acontece em livros e jornais, vistos e revistos, por várias pessoas, jornalistas, escritores, editores...

Hoje deparei-me com isto. E até fiquei a pensar: será que há aqui um segundo sentido nesta frase, e as minhas poucas horas de sono desta noite não me estão a deixar perceber a mensagem??
Mas não. Não me parece. É só mais um pontapé na gramática. E este, em letras gigantes.



A sério que fico mesmo perplexa com coisas destas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Época do desfralde encerrada

O miúdo sai mesmo à mãezinha dele: é um despacho. Não gosta cá de andar muito tempo a mastigar o mesmo assunto. Em três tempos deixou-me as fraldas. E eu que estava até preparada para que demorasse uma eternidade (ele não parava 5 segundos sossegado no pote e toda a gente me dizia que os rapazes são mais difíceis para estas coisas), afinal levei com esta bela surpresa. Maravilha! É uma leveza (na carteira e no dia-a-dia). Já anda há um mês sem fraldas, mais coisa menos coisa. E assim que deixou de as usar durante o dia, começou tambem a acordar durante a noite para fazer xixi. Esta parte é que foi uma valente seca. Já não estava habituada a ser acordada a meio da noite... Mas depois lembrei-me de o pediatra dele me ter dito que o biberão da noite já não era necessário (apesar de poder continuar a dar-lhe, se isso o consolasse e ajudasse a dormir melhor), e comecei a dar-lhe só metade do biberão. Pimbas! Remédio santo. 
Voltamos às boas noites, e com direito a fraldas sempre sequinhas.