domingo, 13 de outubro de 2013

A relatividade das coisas

Ontem foi sábado, mas eu trabalhei. Estive aqui enfiada até as 21h00, o que foi uma grande porra porque fui obrigada a faltar à estreia do meu bolachinha nas aulas de natação. Não que não confie nos cuidados do meu marido, nada disso, muito pelo contrário. Tenho a certeza que ele esteve tão bem entregue como se tivesse ido comigo. Mas custa-me horrores falhar momentos destes. ( a culpa, sempre a culpa...)
Ele andou lá, feliz da vida, portou-se como um menino crescido e até pediu para ir fazer xixi a meio da aula. Claro que ainda deu o seu espectáculo, alto e bom som, para o conseguirem arrancar da piscina... Dramático como é, imaginei-o logo a fazer-se escorregar dos braços do pai, a chorar lágrimas gordas, a espernear-se todo ranhoso, com os outros papás a olhar para ele com ar de credo-córrore-o-que-é-isto-se-fosses-meu-filho-ias-ver-como-elas-doem... Mas como já dizia a outra, isso agora não interessa nada. 
Adiante.
Como eu ia dizendo, ontem foi sábado e eu trabalhei. E hoje é domingo, o habitual dia da família, e eu em vez de estar com a minha, estou aqui outra vez, a dar no duro até às 19h. 
Conclui-se, portantos, que foi um fim-de-semana de treta, com dois dias muito mal aproveitadinhos. Em qualquer outra altura da minha humilde vidinha, isso era coisa para me fazer andar aqui com os azeites e de trombas para toda a gente. Mas desta vez, o meu fim de semana da treta começou com uma notícia muito feliz, que fez vir ao de cima a boa disposição e ai de quem a ousasse perturbar. A minha mãe está curada. Livrou-se do bicho mau. E a recuperação da cirurgia não podia estar a correr melhor. Descobri que a minha mãe é mais forte do que pensava. E fiquei feliz, orgulhosa dela, e em paz, aliviada por tudo ter acabado da melhor maneira.
Obrigada a todos pelo vosso carinho.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Erros de palmatória

Há por aí muita gente a escrever muito mal português. Às vezes são erros de se deitar as mãos à cabeça! Farto-me de ver palavras mal escritas, em livros, jornais, revistas, blogues... 
Mas acho mais incrível quando isso acontece em livros e jornais, vistos e revistos, por várias pessoas, jornalistas, escritores, editores...

Hoje deparei-me com isto. E até fiquei a pensar: será que há aqui um segundo sentido nesta frase, e as minhas poucas horas de sono desta noite não me estão a deixar perceber a mensagem??
Mas não. Não me parece. É só mais um pontapé na gramática. E este, em letras gigantes.



A sério que fico mesmo perplexa com coisas destas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Época do desfralde encerrada

O miúdo sai mesmo à mãezinha dele: é um despacho. Não gosta cá de andar muito tempo a mastigar o mesmo assunto. Em três tempos deixou-me as fraldas. E eu que estava até preparada para que demorasse uma eternidade (ele não parava 5 segundos sossegado no pote e toda a gente me dizia que os rapazes são mais difíceis para estas coisas), afinal levei com esta bela surpresa. Maravilha! É uma leveza (na carteira e no dia-a-dia). Já anda há um mês sem fraldas, mais coisa menos coisa. E assim que deixou de as usar durante o dia, começou tambem a acordar durante a noite para fazer xixi. Esta parte é que foi uma valente seca. Já não estava habituada a ser acordada a meio da noite... Mas depois lembrei-me de o pediatra dele me ter dito que o biberão da noite já não era necessário (apesar de poder continuar a dar-lhe, se isso o consolasse e ajudasse a dormir melhor), e comecei a dar-lhe só metade do biberão. Pimbas! Remédio santo. 
Voltamos às boas noites, e com direito a fraldas sempre sequinhas.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Do mal, o menos.

Dizem que depois da tempestade vem a bonança. Nós queremos acreditar que sim.
As coisas começam agora a compor-se.
Anteontem a minha mãe foi operada, e todos respiramos um bocadinho mais de alívio porque correu tudo bem. Do mal, o menos.
Deitei-me exausta, mal podia com a gata pelo rabo. Foram dias e dias a acumular stresses e ansiedades.
Mas ontem vi-a sorridente. 
E hoje sinto-me mais leve, e com esperanças renovadas. 




segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Então e a adaptação à nova escola, correu bem?

Correu tão bem que agora as viagens de carro são a ouvi-lo cantar  o "Bom dia, Jesus".

Ah! E ontem:
"Mamããããã!!! 'Tá ali o Jesus!!!"

Mas era uma estátua do Marquês de Pombal. 


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

2 anos


Já se passaram 2 anos. E sim, para mim o tempo voou. Todos os dias sinto que o tempo passa muito depressa por nós. Todos os dias desejo ter mais tempo para saborear nas calmas os nossos momentos. Nestes dois anos, nem sempre me deitei tranquila, achando que lhe dei todo o amor que ele precisava. Às vezes ainda perco o sono a pensar nisso. Mas cá dentro, bem lá no fundo, eu sei, e sinto, e vejo, que ele é um miúdo feliz. E isso lá me vai sossegando.
O João anda sempre bem-disposto e sorridente. Parece que está sempre tudo na maior para ele. 
Adora correr, gosta da liberdade que isso lhe dá. Vejo-o feliz nessas corridas. Vejo-o feliz a brincar com tachos e panelas e a fazer de conta que me está a ajudar a preparar o jantar. Vejo-o feliz a brincar com os pneus que há no recreio da escola nova. A comer gelatina. A brincar com os avós e com a madrinha.
Vejo-o feliz quando chego do trabalho. Às vezes sinto-lhe o coração a bater quando corre para me abraçar. Pego-lhe ao colo, aperto-o, cheiro-o, dou-lhe muitos beijos. E ouço-lhe sempre um suspiro, um suspiro de alívio  por me ter de volta. Quando amamos muito, temos muito medo de perder esse amor. O suspiro dele denuncia isso. 
Mas com o tempo ele aprenderá que nunca me vai perder. Que eu vou sempre voltar para ele. Todos os dias. Todas as vezes que ele sentir saudades. Ou medos. Ou tiver alegrias para partilhar. 
Vai descobrir que a nossa família é o seu porto de abrigo. O maior aconchego de todos. O melhor lugar do mundo.







sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Foi um dia longo, este...

O regresso ao trabalho após as férias é um processo que me mexe com os nervos. Estes primeiros dias são para mim sempre muito longos e deprimentes. 
Mas hoje, foi muito pior.

Sabia que hoje o dia ia ser de emoções. Só não sabia quais. E quando o telefone tocou, recebi a pior notícia que podia receber. Mesmo sabendo que sempre houve essa hipótese, dei sempre comigo a afastá-la dos meus pensamentos mais negros, talvez com medo do que pudesse e pode vir a seguir.

Hoje foi um dia de merda.

E agora neste meu regresso a casa, embalada pelo metro, fecho os olhos, recuo no tempo e concluo que quase todo o ano foi uma merda. 

E só me apetece chegar a casa. 

E abraçá-los.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mais valia estar quietinha.

Almocei tarde, logo, lanchei muito tarde. Chegou a hora do jantar e não tinha fome, por isso, nada comi.
E agora queria dormir e a fome não me deixava. Vou só ali aquecer uma canequinha de leite magro...
Não satisfeita, resolvo abrir um pacote de bolacha Maria, feita crente. Só para molhar duas ou três bolachinhas aqui. 

Resumindo e concluindo: 
acabo de deitar abaixo mais de meio pacote. Contas feitas, são mais de 500 as calorias que ingeri na pior altura do dia, e que por isso me vão acompanhar agora no meu sono retemperador. Eu sei que há maneiras de ainda as ir gastar, mas há bocado amuamos com qualquer coisa que já não me lembro (mas que eu sei que tinha razão) e por isso não estou para aí virada. Abdominais a esta hora também não é coisa que me apeteça muito. Por isso, azar. Agora já está, cá ficam.