segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Época do desfralde encerrada

O miúdo sai mesmo à mãezinha dele: é um despacho. Não gosta cá de andar muito tempo a mastigar o mesmo assunto. Em três tempos deixou-me as fraldas. E eu que estava até preparada para que demorasse uma eternidade (ele não parava 5 segundos sossegado no pote e toda a gente me dizia que os rapazes são mais difíceis para estas coisas), afinal levei com esta bela surpresa. Maravilha! É uma leveza (na carteira e no dia-a-dia). Já anda há um mês sem fraldas, mais coisa menos coisa. E assim que deixou de as usar durante o dia, começou tambem a acordar durante a noite para fazer xixi. Esta parte é que foi uma valente seca. Já não estava habituada a ser acordada a meio da noite... Mas depois lembrei-me de o pediatra dele me ter dito que o biberão da noite já não era necessário (apesar de poder continuar a dar-lhe, se isso o consolasse e ajudasse a dormir melhor), e comecei a dar-lhe só metade do biberão. Pimbas! Remédio santo. 
Voltamos às boas noites, e com direito a fraldas sempre sequinhas.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Do mal, o menos.

Dizem que depois da tempestade vem a bonança. Nós queremos acreditar que sim.
As coisas começam agora a compor-se.
Anteontem a minha mãe foi operada, e todos respiramos um bocadinho mais de alívio porque correu tudo bem. Do mal, o menos.
Deitei-me exausta, mal podia com a gata pelo rabo. Foram dias e dias a acumular stresses e ansiedades.
Mas ontem vi-a sorridente. 
E hoje sinto-me mais leve, e com esperanças renovadas. 




segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Então e a adaptação à nova escola, correu bem?

Correu tão bem que agora as viagens de carro são a ouvi-lo cantar  o "Bom dia, Jesus".

Ah! E ontem:
"Mamããããã!!! 'Tá ali o Jesus!!!"

Mas era uma estátua do Marquês de Pombal. 


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

2 anos


Já se passaram 2 anos. E sim, para mim o tempo voou. Todos os dias sinto que o tempo passa muito depressa por nós. Todos os dias desejo ter mais tempo para saborear nas calmas os nossos momentos. Nestes dois anos, nem sempre me deitei tranquila, achando que lhe dei todo o amor que ele precisava. Às vezes ainda perco o sono a pensar nisso. Mas cá dentro, bem lá no fundo, eu sei, e sinto, e vejo, que ele é um miúdo feliz. E isso lá me vai sossegando.
O João anda sempre bem-disposto e sorridente. Parece que está sempre tudo na maior para ele. 
Adora correr, gosta da liberdade que isso lhe dá. Vejo-o feliz nessas corridas. Vejo-o feliz a brincar com tachos e panelas e a fazer de conta que me está a ajudar a preparar o jantar. Vejo-o feliz a brincar com os pneus que há no recreio da escola nova. A comer gelatina. A brincar com os avós e com a madrinha.
Vejo-o feliz quando chego do trabalho. Às vezes sinto-lhe o coração a bater quando corre para me abraçar. Pego-lhe ao colo, aperto-o, cheiro-o, dou-lhe muitos beijos. E ouço-lhe sempre um suspiro, um suspiro de alívio  por me ter de volta. Quando amamos muito, temos muito medo de perder esse amor. O suspiro dele denuncia isso. 
Mas com o tempo ele aprenderá que nunca me vai perder. Que eu vou sempre voltar para ele. Todos os dias. Todas as vezes que ele sentir saudades. Ou medos. Ou tiver alegrias para partilhar. 
Vai descobrir que a nossa família é o seu porto de abrigo. O maior aconchego de todos. O melhor lugar do mundo.







sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Foi um dia longo, este...

O regresso ao trabalho após as férias é um processo que me mexe com os nervos. Estes primeiros dias são para mim sempre muito longos e deprimentes. 
Mas hoje, foi muito pior.

Sabia que hoje o dia ia ser de emoções. Só não sabia quais. E quando o telefone tocou, recebi a pior notícia que podia receber. Mesmo sabendo que sempre houve essa hipótese, dei sempre comigo a afastá-la dos meus pensamentos mais negros, talvez com medo do que pudesse e pode vir a seguir.

Hoje foi um dia de merda.

E agora neste meu regresso a casa, embalada pelo metro, fecho os olhos, recuo no tempo e concluo que quase todo o ano foi uma merda. 

E só me apetece chegar a casa. 

E abraçá-los.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mais valia estar quietinha.

Almocei tarde, logo, lanchei muito tarde. Chegou a hora do jantar e não tinha fome, por isso, nada comi.
E agora queria dormir e a fome não me deixava. Vou só ali aquecer uma canequinha de leite magro...
Não satisfeita, resolvo abrir um pacote de bolacha Maria, feita crente. Só para molhar duas ou três bolachinhas aqui. 

Resumindo e concluindo: 
acabo de deitar abaixo mais de meio pacote. Contas feitas, são mais de 500 as calorias que ingeri na pior altura do dia, e que por isso me vão acompanhar agora no meu sono retemperador. Eu sei que há maneiras de ainda as ir gastar, mas há bocado amuamos com qualquer coisa que já não me lembro (mas que eu sei que tinha razão) e por isso não estou para aí virada. Abdominais a esta hora também não é coisa que me apeteça muito. Por isso, azar. Agora já está, cá ficam.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mudar

Foi a nossa opção. Vamos mudá-lo de escola, e assim mantém a mesma educadora.

Pensámos muito. Não foi uma decisão fácil. Pesou muito o facto da nova escola ter também pré-escolar, 1º ciclo e ensino básico, evitando assim (caso tudo corra bem) mais mudanças nos próximos anos. 
Tivemos pena, muita pena de ele deixar a outra escolinha. Era mais pequena, mais familiar, e ele já era muito querido lá. Mas era certo que ali só iria ficar mais 4 anos e depois teríamos obrigatoriamente que o fazer passar por mais uma mudança. Assim, decidimos que já ficam as mudanças todas feitas agora. Achámos também que mudar nesta fase lhe custaria menos, até porque nesta idade eles ainda não têm aquela noção de continuidade. Sabe lá ele que está de férias e que as férias se estão a acabar e que agora vai ter de regressar à escola... Nesta idade ele ainda não tem essa noção, nem tão pouco está à espera de voltar para escola nenhuma...

E por isso decidimos assim, conscientes de que estes primeiros dias possam custar um bocadinho mais, mas também de consciência absolutamente tranquila por ter sido uma decisão tomada apenas e só a pensar no bem estar dele. 
Só o queremos feliz. 

A escola começa amanhã, no meu último dia de férias. Vai lá passar a manhã e eu vou buscá-lo para almoçar e passar a tarde comigo. 
A brincar a brincar, entre as férias com os avós maternos, com os avós paternos e connosco, está há quase dois meses sem ir para a escola. Anda feliz da vida, solto e livre como um passarinho... E é por isso que me está a custar (e bem!!!) "obrigá-lo" a ter que voltar às correrias e ao stress dos nossos dias. Está a custar-me bem mais isso, do que a mudança em si.
Mas é a vida.
E lá terá que ser.

Pelo menos enquanto não me sai o Euromilhões.