quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Era bom mas acabou-se

Levamos pouca coisa - uma mala chegou para levar as minhas coisas e as do meu marido (calçado incluído); outra mala mais pequena para as coisas dele. 
Não levei maquilhagem.
Não vi televisão nem li jornais.
Não usei saltos altos, nem para jantar fora. 

E mesmo assim, com muito pouco daquilo a que estamos habituados no resto do ano, fomos muito felizes nestes dias...!














Ainda jogámos no euromilhões e totolotos e raspadinhas, (e mais houvesse mais tínhamos jogado) esperançados em adiar por mais uns dias - ou mais um mês ou dois até - o regresso à base, mas a coisa não se deu. Ao ver as malas de novo no carro, e o meu marido a fazer o check out, passou-me ainda pela cabeça atirar-me para o chão, fazer uma birra e dizer que não queria vir. Mas depois tive um momento de lucidez e lá me lembrei que tenho quase 30 anos e que já não me posso dar a esses xinfrins.

Maneiras que lá voltamos ontem.
 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ele cresceu

No carro:

- Mamã!
- Diz, João.
- Onde vamos?
- Para o Porto, para a nossa casinha.

Dois minutos depois:

- Mamã!
- Diz, João.
- 'tamos a chegar?
- Ainda não.
- Falta um 'cadinho?
- Não, falta um bocadão.
- Oh! Chata!


?!?!?!?!?!


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Música para os meus ouvidos

Chegamos à fase de apontar para tudo o que lhe aparece pelo caminho e desatar a perguntar insistentemente:

- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"
- "mamã, o que é?"


Se não lhe respondo prontamente, segura-me na cara com aquelas duas mãos gordinhas e diz: 

"Mamã! Olha pa mim!!"

E eu derreto logo ali...

E depois, vira o disco, e toca o mesmo. 
A toda a hora, de minuto a minuto, a pergunta repete-se. 
Até já faz eco na minha cabeça. 


Riqueza boa da mãe.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Perder um filho

Ontem, uma amiga grávida de 5 meses, perdeu o bebé. Assim, de repente, e sem que nada o fizesse prever, as águas rebentaram e o bebé não sobreviveu. Assim, do nada, ela passou da fase mais maravilhosa da vida dela para, muito provavelmente, a pior fase de todas as que já teve de enfrentar. E eu não consigo parar de pensar nela. Todo o dia a pensar nisto. No porquê destas partidas do destino. No vazio que se sente. Em como custa encarar depois os outros. As perguntas dos outros. As barrigas das outras grávidas. O medo de nunca conseguir. E depois é aquela solidão que nos consome. É o chão que nos puxa. A tentação de nos deixarmos cair.
E é uma merda isto acontecer a quem tanto quer ter um filho, a quem tanto amor tem para dar.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Mudar ou não mudar?

Andamos num dilema: mudar ou não mudar o nosso filho de escola?

A Educadora dele vai sair. Fizeram-lhe uma proposta de um outro colégio, com maior estabilidade e melhores perspectivas profissionais para o futuro. Ou seja, se ele continuar ali, vai ser com uma educadora nova, e sem garantias de que para o ano e nos anos seguintes  se mantenha lá. 
Eu adoro a Educadora dele. É muito meiga e carinhosa, sem ser aquele género totó e cismadinha e alarmista. É muito alegre, bem disposta e descontraída. Transmite boas energias. É muito cuidadosa com eles, mas sem ser o género mariquinhas e sem andar sempre "não vás para aí que te magoas, não faças assim que podes cair". E eu gosto muito desta forma de estar dela e de ela lidar com os miúdos, porque se identifica muito com a nossa forma de educar. Irrita-me um bocado quando estamos com outras pessoas (principalmente com os avós) e que estejam constantemente a andar atrás dele com medo que a criança caia e esfole os joelhos. Cair faz parte. Eu cá prefiro que ele caia do que transmitir-lhe constantemente aquele medo de fazer as coisas, de andar livre, só para o proteger dos tombos. Gosto que ele seja destemido, aventureiro e curioso, e que seja ele a descobrir por ele próprio que às vezes também pode cair. Mas que nem sempre é preciso chorar. Raramente me levanto se o vejo cair. Só se vir que se magoou a sério (não sou desnaturada, ok?). E ele também raramente chora quando cai. 
Bem, mas adiante. 
Tudo isto para dizer que a Educadora do João fez um excelente trabalho e que eu acho que, se ele é assim todo despachado e alegre, a ela o devemos também (ao fim e ao cabo, neste último ano, ele deve ter passado tanto tempo com ela como comigo...).
E agora ela vai embora e eu fiquei mesmo triste, a ponto de ponderar mudá-lo para o colégio para onde ela vai. A vantagem de o mudar agora é que já não ia precisar de o mudar aos 6 anos, quando ele passasse para a escola primária, pois este colégio tem também ensino básico e secundário. E depois acho que uma mudança nesta altura talvez fosse menos dolorosa porque ele ia para um sítio diferente mas ia com a mesma educadora. As saudades dos amiguinhos também não iam ser tão difíceis de suportar porque ele só chegou a conviver com eles um ano. Além disso ele é muito sociável, por isso não é isso que me preocupa tanto. O maior dilema é outro e tem a ver com o tipo de educação. 
O colégio onde ele agora anda é mais pequeno, mais familiar, e ele tem muita liberdade lá. Já o colégio para onde vai a educadora, é um colégio grande e de freiras (católico, portanto). 
Eu sou católica. Mas normalmente estes colégios católicos têm educações muito rígidas e são cheios de regras. É óbvio que eu quero que o miúdo seja bem educado e tenha regras. Mas uma coisa é ter regras, outra é viver de regras, de intransigências. E é isso que nós temos medo que possa acontecer com esta mudança. O João é um miúdo tão bem disposto e feliz que me custa sequer pensar que com esta mudança ele possa  perder essa alegria.

Bem sei que pode apenas ser uma ideia errada esta que eu tenho dos colégios católicos. E que não ajuda eu não conhecer ninguém que tenha lá os filhos, ou seja, trocar impressões nem sequer é possível.

Por isso agendamos para segunda-feira uma reunião com a directora pedagógica, para tirarmos dúvidas e conhecermos o método de ensino e as instalações. 
E depois, temos que nos decidir. 
Mas que não está fácil, não está.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Estado de espírito

O meu? Em baixo.
E por isso tenho andado desaparecida.
Algumas preocupações familiares têm-me roubado a boa disposição e a vontade de escrever. 
Aos poucos, tudo se há-de ir compondo, se Deus quiser.

Além disso, ele regressa hoje, qual D. Sebastião. 
Hoje o meu menino volta para a nossa beira. 
E cheira-me que logo, ressacada como estou, e só por causa das coisas, vamos acabar a dormir os três na mesma cama.