terça-feira, 30 de julho de 2013

Estado de espírito

O meu? Em baixo.
E por isso tenho andado desaparecida.
Algumas preocupações familiares têm-me roubado a boa disposição e a vontade de escrever. 
Aos poucos, tudo se há-de ir compondo, se Deus quiser.

Além disso, ele regressa hoje, qual D. Sebastião. 
Hoje o meu menino volta para a nossa beira. 
E cheira-me que logo, ressacada como estou, e só por causa das coisas, vamos acabar a dormir os três na mesma cama.

 




sábado, 20 de julho de 2013

Habemus tomates!






Bolachinha em férias

A minha riqueza está de férias com os avós e a madrinha desde segunda feira. Foram, como todos os anos, para uma praia que por acaso fica suficientemente perto de mim para poder ir lá ao fim do dia, mas que me parece demasiadamente longe porque ando a morrer de saudades dele.
Assim que lá chego corre eufórico para o meu colo, mas durante o dia pouco pergunta por mim. A cada dia que passa vejo-o mais crescido (e mais gordinho também!), mais despachado (se é que isso é possível...), independente, meigo e tagarela. Ontem apreciava-o a jogar à bola com um primo de 20 anos (que também lá apareceu para passar uns dias) e apercebi-me que ele estava mesmo um rapazinho. Deu um chuto na bola, pôs o dedo esticado no ar e gritou "golo do Pôto!!!!!!" , e começou a correr de costas, para regressar à posição de onde tinha chutado, qual jogador profissional... E pronto, uma mãe delira assim com estas coisas (o que é que querem que eu faça?) e incha de orgulho quase a pontos de explodir. É certo que tenho saudades de lhe dar o biberão à noite no meu colo, daquele cheirinho bom que ele tem, da sua boa disposição matinal, das correrias pela casa e das asneiras dele. Mas tão certo como isso é a alegria que tenho em sabê-lo assim sociável, desenrascado, feliz e bem-disposto com os que são também a sua família.




quinta-feira, 11 de julho de 2013

Hoje é dia de festa!

E vai haver jantarzinho romântico a dois. Uh uh!! 
4 anos de casados.
Que venham muitos mais! 



Amo-te marido. 
Amo a nossa família.
Sou muito feliz convosco.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

terça-feira, 9 de julho de 2013

Há dias...

... que terminam e me deixam com uma sensação enorme de vazio.
Dias em que parece que não fiz nada que me tivesse dado verdadeiramente prazer. Em que chego a casa à hora de o deitar e já só tenho tempo de lhe dar banho. E depois ele chora e grita e esperneia porque não quer. E eu tento convencê-lo a entrar na banheira enquanto stresso com as horas que já são. E ele grita cada vez mais, e eu ralho-lhe. Espalho-lhe o creme e visto-o, enquanto tento acalmá-lo com conversa, mas ele nem me ouve. Reclama e chora porque não quer nada daquilo que lhe estou a fazer. E depois dou-lhe um biberão de leite e ele adormece. E é na escuridão do quarto dele, enquanto o oiço dar à chucha, que choro e que me sinto culpada. É aí que me apercebo de como tive um dia estúpido e inútil. Eu hoje mal vi o meu filho rir. Pensando bem, acho até que ele hoje não estava feliz. E eu nem brinquei com ele. Limitei-me a entrar em modo robot e a dar prioridade a todas estas tarefas. Quando não era nada disto que ele queria de mim. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

?????

Mensagem da vodafone:

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Acho que este calor não anda a fazer lá muito bem a algumas pessoas...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Os luxos.

Já aqui falei várias vezes dos meus anseios por uma vida calma no campo, de como eu gostava de ser destemida o suficiente para largar a vida que aqui tenho, a minha casa, o meu trabalho, e mandar-me para o interior. De preferência para mais perto dos meus pais. Gostava de pegar numa casa com um bom terreno, recuperá-la ao nosso gosto e plantar lá umas coisas. 
O meu ideal de vida era assim mesmo. Viver o dia-a-dia sem correrias, sem sentir o tempo cheio de pressa a escorrer-me por entre os dedos, sem chegar a casa quase à hora de deitar o meu filho.
Não ligo a luxos. Gosto de jantar fora e de ir de férias, mas fora isso, não me lembro assim de nenhuma excentricidade que me fizesse sacrificar momentos em família para a conseguir. 
Este fim-de-semana falou-se no oposto. Em conversas familiares, falou-se de Angola, dos luxos que muitos têm lá e cá. Falou-se dos grandes carros, das grandes casas, das grandes farras, das grandes? vidas que por lá se vivem. Ouvi tudo aquilo sem nada invejar. Não concebo ver o meu marido 3 ou 4 vezes num ano. Não gostava nada que ele deixasse de ir buscar o João à escola. Nem de estar tanto tempo sem ver os meus pais. Não sou capaz de me ver nessa vida em prol de um carro xpto, de um casarão com piscina ou umas férias no Dubai. A não ser por necessidade, se não tivesse mesmo outra escolha. 
Não digas isso, a tendência é esta! - dizem-me convictos. 
Mas por muito que se esforcem, não me convencem. Confesso que por momentos me senti fora do contexto, por pensar tão diferente. Veio-me à cabeça até se não seria eu a estar errada ou desactualizada. Afinal de contas, em vez de seguir a tendência, estava a caminhar para o lado oposto. 
Mas a verdade é que sinto mesmo que a minha família precisa de muito pouca coisa material para ser feliz. 
Os meus luxos são outros. São o tempo em família. O tempo para os afectos, para o silêncio. 
São a calma e os sorrisos deles...
Porque é apenas e só isso que um dia quero levar desta vida.