terça-feira, 25 de junho de 2013

E estava tudo muito bom...

Ao fim de quase 6 anos neste trabalho, tive direito - finalmente!! - a um fim de semana prolongado. Três dias de um fim de semana prolongado, que até me pareceram férias...! E realmente é bem verdade: as coisas têm outro sabor e são mais preciosas quando se tornam raras.

Foram três dias passados em família, no campo. Três dias a tomar pequenos-almoços calmamente ao ar livre. A ler. A costurar. A conversar. A apanhar sol. 
Três dias de almoços demorados. De sestas silenciosas. De risos e brincadeiras do meu bolachinha com os primos - tão feliz que ele andou!! Correu, jogou à bola e regou os jardins. Andou de triciclo e comeu batatas fritas. Jogou matrecos. Andou na horta com o pai. Viu vaquinhas e memés e tatôres carregados de feno. Sujou-se como nunca. Esmurrou os joelhos. Uma e outra vez. Viu a super-lua. Deitou-se sempre já perto da meia noite, exausto de tanta brincadeira.
Portou-se sempre bem. 









Ontem, já ao final do dia, regressamos ao Porto, renovados, de coração cheio, felizes. 




Pudéssemos nós, e voltávamos para lá já hoje.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

É por isso que o mundo não tomba...

Enquanto viajo de metro, ouço uma conversa entre duas mulheres, ambas novas, na casa dos 30 e tal, 40 anos, que estavam sentadas atrás de mim. Falavam alto, excitadas pelo reencontro, suponho, e foi impossível não as ouvir.

Ora então que uma delas se queixava que o tempo não lhe dava para nada, que chega a casa todos os dias às 17h30 - tardíssimo portanto! - e que não consegue sentar-se dois minutos no sofá até ir para a cama. Não sei o que ia ser da vida dela se chegasse a casa quase todos os dias depois das 20h30, como eu.

A outra queixava-se que andava muito stressada e que tinha decido tirar uma semana de férias para ir relaxar para a aldeia onde vivem os pais. Mas que depois, contou ela, ao fim de dois dias de lá estar, se cansou de não ter nada para fazer (não percebo o conceito de férias desta gente...) e de já ter esgotado todos os temas de conversa com as gentes de lá. Maneiras que resolveu, então, vir-se embora porque chegou à conclusão de que é de natureza stressada e que a agitação da cidade lhe fazia falta...

Só eu dava tudo por uma vida mais calma no campo, e fico sempre deprimida de cada vez que se me acabam as férias da aldeia...


domingo, 16 de junho de 2013

Marido na cozinha #7


           Creme de ervilhas com ovo
               escalfado e presunto




             Petiscos de Domingo...


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Habilidade dos 20 meses OU como pôr uma mãe a dar guinchinhos orgulhosos em euforia

Ir espreitar o nosso filho à sala, e ver que ele está a segurar um balão na mão e a cantar sozinho, tão bem, tão perfeitinho: 

o balão do Xoão, sobe sobe pêo ar!!



Ai meu Deus, meu Deus, que eu não sei se o meu coração aguentará todas as emoções como esta que ainda me esperam!!... 
É bom demais...


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um beijo à minha mãe





Um beijo enorme à minha mãe, que eu adoro, e que faz anos hoje. 54 anos.

Parabéns mãe querida!


O resto do discurso ela já sabe... ;-)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Quando tudo parece acontecer ao mesmo tempo...

Apetece-me desligar. Entrar em modo off.
Tenho a minha mãe doente e a minha irmã a passar por uma fase complicada.
Os meus pensamentos misturam-se e baralham-se, e todos os finais possíveis me vêm à cabeça. É parvo, sei disso. Não estamos perante situações graves. Aparentemente. Mas a minha cabeça é assim mesmo, às vezes pensa demais.
E depois é este tempo. Esta merda deste tempo que me deprime. O abrir a janela de manhã e não ter nem um raio de sol que me faça pelo menos rasgar um sorriso.
E depois também é o estar longe. Longe delas. Longe dos nossos sonhos....
Gostava de acrescentar um ainda longe. E assim, quem sabe, tornar tudo isso possível.



                          Um dia.

                      Quem sabe?

quinta-feira, 6 de junho de 2013

À família do Rodrigo,

 que eu nunca conheci pessoalmente, mas que fui conhecendo por aqui à medida que ia acompanhando a história do menino. 
À família do Rodrigo, com quem nunca falei, mas de quem tantas vezes falei a Deus.
À família do Rodrigo, venho aqui deixar o meu mais sincero e sentido abraço. E desejar-lhes toda a força e coragem do mundo, para que consigam erguer-se de tamanho sofrimento, e sobreviver à perda do seu pequenino. 

(se é que é possível passar a viver-se sem o sorriso de um filho...) 

Um abraço enorme à mãe.