Hoje ligo-me ao facebook e abro a minha lista de blogues e vejo que quase metade deles fala no Rodrigo e na mãe. Leio que os tratamentos não correram como o esperado e sinto o meu coração a apertar. Continuo a ler, e vejo escrito que o Rodrigo vai ter de regressar a casa porque não conseguem curá-lo. Fico mirrada. Triste. Muito triste. Tenho um nó tão grande na garganta que nem falar me apetece. Não consigo imaginar a dor e o desespero daquela mãe. A angústia que deve sentir ao saber que a vida do filho, tão curta ainda, está perto do fim, sem que haja nada que ela possa fazer.
E enquanto escrevo, as lágrimas escorrem-me.
Como pode a vida ser tão injusta?....
sexta-feira, 12 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Diz que é dia dos irmãos
E eu tenho uma, mais nova 5 anos.
Em miúdas, vivíamos a gritar uma com a outra, a puxar cabelos, a bulhar por brinquedos ou porque ela vestia as minhas roupas sem pedir, ou porque emprestava cassetes minhas às amigas, ou porque eu queria os Scorpions a tocar na aparelhagem e ela cismava que queria era ouvir as Onda Choc toda a santa tarde.
Crescemos assim, com raras (raríssimas) manifestações de amor uma pela outra, para desgosto da minha mãe. Era mais forte que nós. E quanto a isso, nada houve a fazer.
Mas crescemos sempre cientes do amor de irmãs que nos unia. A preocupação que demonstrávamos quando uma de nós adoecia, a cara de aflição dela das 1500 vezes em que eu - atravessada e ajuizada como sempre fui - ia parar ao hospital para levar pontos, o meu instinto protector a vir ao de cima quando ela entrou na adolescência, entre muitas outras coisas, fazia-nos saber que éramos muito felizes assim, com a companhia uma da outra, mesmo que em 99,9% das vezes fosse para nos arreliarmos.
Hoje damo-nos bem. E sei que lhe dei a maior de todas as alegrias quando lhe disse que a queria para madrinha do João. E não podia ter feito uma escolha mais acertada. Sei que o ama como a um filho. E sou-lhe grata por isso.
Não imagino a minha vida sem irmãos, sem a minha irmã.
E sei que, quando der um irmão ou uma irmã ao meu filho, vai ser o melhor presente que um dia ele vai ter.
Em miúdas, vivíamos a gritar uma com a outra, a puxar cabelos, a bulhar por brinquedos ou porque ela vestia as minhas roupas sem pedir, ou porque emprestava cassetes minhas às amigas, ou porque eu queria os Scorpions a tocar na aparelhagem e ela cismava que queria era ouvir as Onda Choc toda a santa tarde.
Crescemos assim, com raras (raríssimas) manifestações de amor uma pela outra, para desgosto da minha mãe. Era mais forte que nós. E quanto a isso, nada houve a fazer.
Mas crescemos sempre cientes do amor de irmãs que nos unia. A preocupação que demonstrávamos quando uma de nós adoecia, a cara de aflição dela das 1500 vezes em que eu - atravessada e ajuizada como sempre fui - ia parar ao hospital para levar pontos, o meu instinto protector a vir ao de cima quando ela entrou na adolescência, entre muitas outras coisas, fazia-nos saber que éramos muito felizes assim, com a companhia uma da outra, mesmo que em 99,9% das vezes fosse para nos arreliarmos.
Hoje damo-nos bem. E sei que lhe dei a maior de todas as alegrias quando lhe disse que a queria para madrinha do João. E não podia ter feito uma escolha mais acertada. Sei que o ama como a um filho. E sou-lhe grata por isso.
Não imagino a minha vida sem irmãos, sem a minha irmã.
E sei que, quando der um irmão ou uma irmã ao meu filho, vai ser o melhor presente que um dia ele vai ter.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Planos para esta tarde de INVERNO??
Estou de folga.
Optei por não o levar à escola.
Hoje é segunda, é folga pegada ao fim de semana, ele nem se apercebe da gazeta, e tal... - digo eu para dar a volta ao meu marido, que não gosta que o miúdo falte ao infantário nem que quebre as rotinas à semana.
E agora ele dorme a sua sesta. Consoladinho.
E eu aproveito as habituais três horas da sesta dele para quê? Perguntam vocês.
- Para estender a roupa que está na máquina? Não.
- Para arrumar a sala que está em tamanha desordem que mete medo? Não.
- Para adiantar o jantar ou pôr pelos menos uma sopa a fazer? Também não.
- Para pintar as unhas? Não, nem para isso.
Corri as cortinas do meu quarto para ficar assim só com aquela luzinha aconchegante e q.b., manta quentinha nas pernas, almofada do marido (sabe-me sempre melhor a dele), e ora cá vai disto!
Que se lixe o resto, que eu preciso é de descanso!
Optei por não o levar à escola.
Hoje é segunda, é folga pegada ao fim de semana, ele nem se apercebe da gazeta, e tal... - digo eu para dar a volta ao meu marido, que não gosta que o miúdo falte ao infantário nem que quebre as rotinas à semana.
E agora ele dorme a sua sesta. Consoladinho.
E eu aproveito as habituais três horas da sesta dele para quê? Perguntam vocês.
- Para estender a roupa que está na máquina? Não.
- Para arrumar a sala que está em tamanha desordem que mete medo? Não.
- Para adiantar o jantar ou pôr pelos menos uma sopa a fazer? Também não.
- Para pintar as unhas? Não, nem para isso.
Corri as cortinas do meu quarto para ficar assim só com aquela luzinha aconchegante e q.b., manta quentinha nas pernas, almofada do marido (sabe-me sempre melhor a dele), e ora cá vai disto!
Que se lixe o resto, que eu preciso é de descanso!
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Ida ao pediatra - consulta do ano e meio
Fui preparadíssima: vesti e calcei algo mais fresco que o habitual (para não ir para lá transpirar como se estivesse no ginásio, que isto de estar a tentar controlar meia dose de gente que se esperneia e chora e grita durante o tempo todo da consulta não é tarefa fácil) e levei brinquedos e roupa extra para ele, em caso de emergência. MAS, contrariamente às últimas consultas, desta vez até que nem foi aquela tortura habitual.
Bolachinha lindo da mamã choramingou um bocadinho no inicio e berrou até quase me furar os tímpanos na hora daquele exame chato que fazem aos meninos e também quando teve que mostrar à força a garganta. Fora isso, brincou com a bonecada toda que por lá havia, correu para mim, para o pai, para o médico e para as administrativas, abriu e fechou a porta do consultório 649 vezes enquanto nós conversávamos com o pediatra e no fim ainda se despediu do "dotô" com um "dá quinco!" - tradução: dá cinco! Um espectáculo este meu rico filho, sempre a surpreender-me.
No desenvolvimento está óptimo e a crescer muito bem: percentil 90 no comprimento e 75 no peso. Diz ele que é assim que todas as crianças deveriam crescer, com o percentil do comprimento sempre maior que o do peso, a fim de se evitarem obesidades infantis (nisso acho que posso estar sossegada, que o meu filho, apesar de gostar muito de comer, não tem paragem, por isso desgasta bem aquilo que come). Medida do perímetro cefálico fora do percentil... e aqui, nada de novo, portanto, continua cabeçudinho como a mãezinha e o paizinho dele. Tem bem a quem sair.
Está um tagarela, já diz praticamente tudo, nem que seja por imitação. Também já começou a juntar duas palavras, tipo: "Mamã, tinho" ("Mamã, leitinho") ou "ôtra xaxa" ("Outra bolacha" - esta aqui é a tirada imediata dele após a oferta da primeira bolacha...)
Continuar com a mesma alimentação, ou seja, comer de tudo. É muito importante nesta fase diversificar, dar a provar várias frutas, vários legumes, vários sabores.
Tentar aos poucos ir tirando o leitinho da noite - já não precisa dele. Aqui acho que não vai ser muito fácil a coisa, porque ele adormece muito melhor depois de mamar o biberão.
Em relação ao desfralde, não há pressas.
Aproveitar o Verão e as férias.
Dar muita água, usar chapéu, protector solar e mais sombra do que sol, pelo menos nas horas de maior calor.
Agora só lá voltamos aos 2 anos.
Até lá, é aproveitar esta fase do crescimento deles.
Bolachinha lindo da mamã choramingou um bocadinho no inicio e berrou até quase me furar os tímpanos na hora daquele exame chato que fazem aos meninos e também quando teve que mostrar à força a garganta. Fora isso, brincou com a bonecada toda que por lá havia, correu para mim, para o pai, para o médico e para as administrativas, abriu e fechou a porta do consultório 649 vezes enquanto nós conversávamos com o pediatra e no fim ainda se despediu do "dotô" com um "dá quinco!" - tradução: dá cinco! Um espectáculo este meu rico filho, sempre a surpreender-me.
No desenvolvimento está óptimo e a crescer muito bem: percentil 90 no comprimento e 75 no peso. Diz ele que é assim que todas as crianças deveriam crescer, com o percentil do comprimento sempre maior que o do peso, a fim de se evitarem obesidades infantis (nisso acho que posso estar sossegada, que o meu filho, apesar de gostar muito de comer, não tem paragem, por isso desgasta bem aquilo que come). Medida do perímetro cefálico fora do percentil... e aqui, nada de novo, portanto, continua cabeçudinho como a mãezinha e o paizinho dele. Tem bem a quem sair.
Está um tagarela, já diz praticamente tudo, nem que seja por imitação. Também já começou a juntar duas palavras, tipo: "Mamã, tinho" ("Mamã, leitinho") ou "ôtra xaxa" ("Outra bolacha" - esta aqui é a tirada imediata dele após a oferta da primeira bolacha...)
Continuar com a mesma alimentação, ou seja, comer de tudo. É muito importante nesta fase diversificar, dar a provar várias frutas, vários legumes, vários sabores.
Tentar aos poucos ir tirando o leitinho da noite - já não precisa dele. Aqui acho que não vai ser muito fácil a coisa, porque ele adormece muito melhor depois de mamar o biberão.
Em relação ao desfralde, não há pressas.
Aproveitar o Verão e as férias.
Dar muita água, usar chapéu, protector solar e mais sombra do que sol, pelo menos nas horas de maior calor.
Agora só lá voltamos aos 2 anos.
Até lá, é aproveitar esta fase do crescimento deles.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Aos que adoram criticar:
Gente, pelo amor da santa, é ÓBVIO que esta medida não se baseia em dar mais tempo livre às famílias para fazerem mais filhos. Se lerem a notícia até ao fim, facilmente percebem que se trata de um incentivo às familías que dizem não ter mais filhos por falta de tempo para lhes dedicar. Caramba! Todos os dias se queixam que não têm tempo para nada, que passam horas a mais no trabalho, que quase não brincam com os filhos, que dão banhos à pressa, que os vão buscar tardíssimo à escola, que não dá tempo para ir ao parque com eles no fim das aulas, que nem sempre conseguem tempo para os ajudar nos trabalhos da escola e ir às reuniões, e agora que surge alguém com uma ideia de tentar mudar um pouco as nossas rotinas loucas e robóticas do dia-a-dia, aparece logo meio mundo a criticar porque "ah e tal, a malta quer é abonos e ajudas financeiras e mais nao sei o quê".
Se esta fosse uma nova medida a aplicar na Suécia ou na Irlanda ou num outro país qualquer (que tanto vos faz, só tem é que ser outro que não o nosso) haveriam de dizer: "porque só aqui é que não há medidas destas, e porque continuamos a ser pequeninos, e porque parecemos de terceiro mundo!" e mais coiso, e tal. Mas como afinal é uma ideia que estão querer pôr em prática no nosso país, contribuindo assim para uma melhor qualidade de vida e até maior união e crescimento das famílias, já não serve. Já não presta.
A sério. Já não há paciência para tanta crítica destrutiva.
Oh gente negativa!...
Irra!!!
É caso para dizer Preso por ter cão, preso por não ter...
http://www.ptjornal.com/2013040415106/geral/politica/governo-quer-mais-filhos-e-cria-part-times-pagos-a-tempo-inteiro.html
terça-feira, 2 de abril de 2013
Os novos hábitos
Se gosto de dias diferentes e de surpresas boas?
Gosto. Gosto muito.
Se gosto quando o meu marido interrompe os nossos dias iguais da semana com um convite para o cinema ou um jantar a dois?
Aaahhh, se gosto!!
Mas é verdade que também sou mulher de hábitos. Aconchega-me. Sinto-me confortável assim.
Ultimamente começo e acabo o dia com uma viagem de vinte e poucos minutos de metro. Tenho esta rotina há pouco mais de uma semana e já me sabe bem fazê-la. Também reparei que acabo sempre a optar pela mesma carruagem e que já procuro sempre o mesmo lugar. E que me sabe bem fechar os olhos, descansar um bocadinho, deixar-me embalar pelo metro, e esperar que ele me leve de regresso a casa, depressa, depressinha, ao meu ninho, aos meus amores.
Gosto. Gosto muito.
Se gosto quando o meu marido interrompe os nossos dias iguais da semana com um convite para o cinema ou um jantar a dois?
Aaahhh, se gosto!!
Mas é verdade que também sou mulher de hábitos. Aconchega-me. Sinto-me confortável assim.
Ultimamente começo e acabo o dia com uma viagem de vinte e poucos minutos de metro. Tenho esta rotina há pouco mais de uma semana e já me sabe bem fazê-la. Também reparei que acabo sempre a optar pela mesma carruagem e que já procuro sempre o mesmo lugar. E que me sabe bem fechar os olhos, descansar um bocadinho, deixar-me embalar pelo metro, e esperar que ele me leve de regresso a casa, depressa, depressinha, ao meu ninho, aos meus amores.
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