sexta-feira, 22 de março de 2013

Conversas de café

Estava a tomar café numa esplanada a seguir ao almoço, e, na mesa ao lado, três mulheres discutiam o divórcio de uma outra amiga que não estava presente. Eu tentei abstrair-me, sei o quanto é feio escutar conversas de vidas alheias, mas fiquei mesmo presa ao que elas iam contando. Não conseguia evitar.
Tratava-se então de um casal com dois filhos, ao que percebi, ainda pequeninos. E entre variadíssimas coisas que me deixaram incrédula, ouvi uma delas dizer que em tribunal se tinha decidido a guarda anual partilhada das crianças.
Segundo a explicação que a rapariga deu, esta decisão consistia em os filhos passarem um ano lectivo inteiro com a mãe, e depois outro ano lectivo com o pai. E assim por diante.
Eu nem queria acreditar no que estava a ouvir. Nem tão pouco sabia que essa opção existia. Tive de morder a língua para não me meter na conversa.
A sério que há mesmo a opção de manter uma mãe/pai afastada/o das rotinas dos filhos durante 1 ano inteirinho?? A sério que há quem acredite que os miúdos vão ser mais felizes assim??




5 comentários:

Magui disse...

Ui e eu aflijo-me só de ler isso!

A nossa viagem.... disse...

Yap infelizmente tb conheço um casa que seria 15 dias numa casa 15 noutra... Que os pais decidam separa se acho melhor do que manterem um casamento onde ninguém é feliz, mas não pensarem no bem a criança e estabilidade é que me as confusão,...

Magda E. disse...

o mal disto tudo é estarem os interesses dos pais acima dos interesses das crianças, só pode!

Ana Maldivas disse...

Desculpa querida mas não é bem assim! Isso apenas diz respeito ao local onde o menor terá residência fixa. Obviamente que ele passará noites com o outro progenitor (fins-de-semana alternados e a meio da semana). E as decisões respeitantes ao menor são tomadas em conjunto. Mas, ressalva feita, e óbvio que não deixa de ser um sistema demasiado longo no tempo... Mas também nenhum sistema é perfeito no que toca a divórcios... E - palavra de divorciada - chega de culpar os pais de tudo e mais alguma coisa, pois infelizmente vivermos todos juntos em discussão permanente e em clima de tensão não é, de todo, o que protege mais a felicidade do filho...

M.P. disse...

Olá Ana,
Sei que este é um assunto delicado, e que retoca particularmente. Não culpei os pais da criança de nada, até porque nem sei a história deles nem quem são. Apenas critiquei uma decisão do tribunal e uma lei que não me parece benéfica para ninguém, nem pais nem crianças. Mesmo com alguns fins de semana pelo meio...